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quinta-feira, 31 de julho de 2014

A banana é obstipante?! A partir de hoje, não!

A banana é obstipante?! A partir de hoje, não!

Texto em português de Portugal.
 
Sabemos que quando algo não corre bem na alimentação da criança, reflecte-se algumas horas depois na fralda...Por isso mãmãs estejam atentas, sim senhora, e estabeleçam estratégias logo ao mais pequeno sinal de alarme!
A natureza é sábia e disso nunca duvidámos por isso na hora de decidir o que vamos dar para comer, lembrem-se sempre: BANANA!
Este fruto, altamente rico em potássio, mineral fundamental para estimular as funções nervosas e musculares, é um dos primeiros frutos que o bébé pode comer. Mas como é possível, se provoca obstipação nos frágeis seres?? Pensam as mamãs...
 
Quando está pouco madura, a parte central da banana (veio escuro) é indigerível pelo intestino delgado acabando por fermentar no intestino grosso, provocando gases e obstipação. Resultado: ideal para casos de DIARREIA. No entanto, com o amadurecimento, o amido converte-se em açúcar, tornado a banana bastante digerível, facilitando o trânsito do tracto intestinal. Resultado: ideal para casos de OBSTIPAÇÃO.
Por isso, caras mãmãs, a dificuldade agora é mesmo arranjar rapidamente bananas maduras se o filhote está obstipado. Nada mais simples: colocar as bananas junto de maçãs que amadurecem qualquer fruta em redor ou, no pior caso, retirar o veio central da banana pouco madura.
Por último queria ainda deixar outra dica: este fruto é fundamental para fazer um excelente batido, ajuda a ligar a restante fruta com o leite. Sim porque um dia destes tenho que vir aqui falar em alternativas ao leite...
Por isso, banana para bebés pequeninos sim, mas madura, combinado? Isto se estiver tudo normal. E já agora mais uma mensagem: se a criança rejeitou este fruto, das primeiras vezes que provou, ou até se fez alergias isso não quer dizer que não possa, e deva ser dado mais tarde. Peçam orientação ao pediatra da próxima vez que forem à consulta! 

Leites de Crescimento comerciais e a adaptação do Bebê

Leites de Crescimento comerciais e a adaptação do Bebê

A alteração do leite na dieta infantil, sobretudo por volta dos 12 meses, pode ser uma dificuldade no seio familiar. A criança não gosta do novo leite mas este alimento simplesmente deve continuar a fazer parte da sua dieta e, claro, de uma forma fácil e sempre com o agrado da criança. 
A L. enviou-me esta questão que reporta esta dificuldade...O que fazer?

O meu filhote tem agora 14 meses e parece não gostar do leite de vaca marca "X", variedade Crescimento...aconselha algo para misturar no leite para ficar mais agradável ao paladar dele? Muito Obrigada, mãe L.

Resposta Solange Burri:
Relativamente ao Leite de Crescimento, de marca comercial, queria dizer-lhe o seguinte:

- São leites mais ricos em vitaminas e sais minerais, relevância nutricional que só faz sentido se a criança se encontrar subnutrida ou com dieta infantil ainda muito restrita, caso ainda não esteja adaptada á dieta familiar (por exemplo)
- São leites adequados para alimentação especial - crianças de idade 1-3 anos - mas que, na maior parte dos casos, incorporam adição de açucares quando comparados com os leites de vaca tradicionais. Se se considerar que o leite é um alimento já rico naturalmente em açúcar - lactose - então a adição extra de mais açúcar contribui com peso significativo para ajustar a preferência infantil por alimentos com maiores teores de açúcar além de prejudicar a boa formação dentária.

Pelas razões apontadas, mãe L., eu não favoreço o consumo de leites de crescimento, de qualquer marca comercial e apresentação EM PACOTE.

Assim, a adição de qualquer ingrediente a estes produtos pode: 
a) tornar o alimento ainda mais doce; 
b) deturpar mais depressa a ideia infantil sobre o sabor do leite; 
c) exacerbar o prazer infantil em consumir doces precocemente.

Caso deseje enriquecer o leite destinado ao consumo infantil, poderá adicionar fruta (ex. banana, pêra por exemplo) ou cereais (sugiro as versões familiares, menos doces) mas sempre, na minha opinião, a partir do LEITE DE VACA convencional de modo a minimizar os consequências acima levantadas. Lembro que a banana madurinha, ao contrário do que muitas pessoas pensam, tem efeito laxante ao contrário do que acontece se consumirmos este fruto menos maduro.

Espero que tenha compreendido o meu ponto de vista e que, invariavelmente, condiciona a minha postura nesta resposta.

Deixo-lhe ainda a minha sugestão para o Menú Pequeno-Almoço (30 ideias), concebido por mim em exclusivo para o site Mãe me Quer, certa que poderá ajudar nesta questão do leite para o filhote.

E você... que assuntos gostaria de ver aqui abordados? Deixe o seu comentário.

Com vista à promoção de uma Alimentação Saudável na Famílias, este artigo tem autorização da autora para ser publicado em sites de Escolas, Creches e Infantários. Apenas se solicita que não se altere o seu conteúdo e a sua origem/autoria seja preservada. 

Consultora em Nutrição e Segurança Alimentar doméstica
(Mestrado na área da Nutrição Infantil)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A alimentação dos bebês !!!

Aos seis meses de idade (com o início da alimentação complementar), começa uma nova fase no desenvolvimento do bebê, que passa a adquirir mais independência, novos hábitos e receber estímulos ao paladar.
A partir dos oito meses de vida, os bebês ganham mais coordenação motora e começam a querer comer sozinhos: um aprendizado saudável e necessário. Essa fase, é fundamental para que ele descubra a textura e o sabor dos alimentos. Mesmo sem a capacidade de fazer os movimentos necessários para recolher a comida com a colher e levá-la à boca (o que exige controle fino dos movimentos) os bebês querem comer sozinhos. Isso deve ser incentivado, mesmo que eles façam muita sujeira. Alimentar-se sem a ajuda do adulto significa, em um primeiro momento, deixar que o bebê coloque a mão no prato e que se lambuze. É interessante picar legumes de cores e formatos diferentes (cenoura, brócolis, batata e tantos outros), além de frutas e outros alimentos. Assim, o bebê irá aprender e acostumar a diferenciar cores e movimentar bem os dedinhos, além de ser favorável para receber novidades alimentares no futuro. Aos poucos, os movimentos com as mãos se tornarão mais precisos. Com um ano e meio, a maioria dos bebês já podem (e querem) segurar a sua colherzinha (cada criança tem seu tempo). Em princípio, o bebê não saberá fazer isso, vai deixar o talher, não vai conseguir colocar comida na colher, não vai conseguir levá-la à boca, mas é importante continuar tentando pois esse movimento é importante para estimular outros movimentos que virão mais tarde (o pegar do lápis, por exemplo). Os talheres mais indicados são aqueles mais grossinhos, de plástico ou silicone, que machucam menos e são mais fáceis de segurar. Não é preciso comprar as colheres com cabinho torto, já que é necessário que o bebê se adapte a segurar o talher que usará até a vida adulta. Comer sozinha é uma conquista importante para a criança, e não só do ponto de vista do desenvolvimento da sua capacidade manual. Comer pela própria mão é o começo da autonomia, da independência, da sua afirmação como pessoa. E é um prazer. A fase da bagunça vai passar e a criança terá adquirido maior controle dos movimentos e seu paladar e gostos estará ampliado.
Laura é colaboradora do Blog Na Pracinha, esse texto também!.