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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Qual a importância da Educação Infantil em sua vida?














Fotos do arquivo pessoal

Quero começar falando da importância que foi na minha vida ter uma escola de Educação Infantil de qualidade e confiança, sim, esta escola foi uma escola pública, foi a escola que  fui concursada e trabalho até hoje. Ao receber a notícia que minha primeira filha havia sido sorteada na Unidade Municipal de Educação Infantil  do Bairro Castelo, chorei de alegria e senti um agrande alívio. Sim, alívio, porque sabia que poderia deixar minha bebê de apenas 5 meses em um berçário, com tranquilidade para que, como milhares de mães, após a licença maternidade, voltasse para o meu trabalho. 

Desde que foram construídas em 2004, as escolas de Educação Infantil da Prefeitura de Belo Horizonte, as UMEIs, primam pela qualidade, desde a parte material, até o nível dos profissionais que nela atuam, sendo hoje grande parte do quadro de profissionais com curso superior na área. Além, dos que ainda têm pós- graduação e até mesmo mestrado, não falando da vasta experiência na Educação Infantil, da maioria das professoras. Em todas as regionais existem processos judiciais por vagas nestas escolas, processos estes que desde sempre não são supridos justamente pela enorme demanda .

Infelizmente, essa qualidade nunca foi valorizada, sempre houve luta por melhorias, muitas das vezes, em vão, pois não nos foi retribuído o carinho e dedicação com que nosso trabalho sempre foi realizado. Mas como mãe, digo, com propriedade, que essa qualidade e carinho sempre esteve presente, independente  da desvalorização do poder público. Digo isso, e assino onde for preciso, minhas filhas, foram fruto da Educação Infantil Pública de qualidade e hoje se destacam no Ensino Fundamental na rede privada. Foram cuidadas com tamanho carinho e profissionalismo, desde o berçário até os 5 anos, muitos perguntam, foram alfabetizadas? Sim, foram alfabetizadas, de forma lúdica e prazerosa, e muito além da alfabetização, tiveram uma vivência que as permitiram serem crianças que enxergam o outro como uma extensão de si mesmas, que lidam com a diversidade de maneira amorosa e respeitosa. Agradeço imensamente às minhas colegas que fizeram parte desse crescimento delas, vejo assim, que a  UMEI está além de um  lugar de guarda, está em um lugar de aprendizagem  e carinho que permanecerá pra sempre  na vida da nossa família. 

Como Professora, me entristece pensar que somos propaganda política, sinônimo de qualidade em campanha eleitoral, mas na realidade temos que nos desdobrar para que nosso trabalho não seja afetado por tamanho desrespeito. Pois, entre um mandato e outro da Prefeitura, até hoje, não tivemos um Prefeito que honrasse sua campanha eleitoral. 

Estamos em greve desde o dia 23 de abril de 2018, dia que ficou na história, pelo desrespeito e covardia em que Professoras, muitas delas com seus filhos, foram agredidas em plena Avenida Afonso Pena com a tropa de choque, que atirou bombas de gás e jato de água do carro chamado "caveirão". Uma cena que muitas de nós só havíamos assistido pela televisão, em enfrentamentos de políciais e bandidos! É estarrecedor pensar que não houve respeito às mulheres, desarmadas, ali presentes, seus filhos e até mesmo às pessoas que passavam. 

Buscamos apenas o que é de direito da nossa categoria, direito esse que nos foi negado durante 14 anos. Então deixo a pergunta que não pode calar: Qual a importância da Educação Infantil em sua vida ?



quinta-feira, 10 de maio de 2018

Melhor que pedir descupas é saber cuidar...

Esse texto nos mostra que só pedir desculpas não demonstra empatia, mais do que pedir desculpas, ajudar a criança a se colocar no lugar do outro a ajuda a entender qual seu papel na construção de um ser humano melhor! Acesse o link abaixo para entender...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

SOBRE OS DESENHOS DAS CRIANÇAS

VEJAM QUE TEXTO INTERESSANTÍSSIMO SOBRE O DESENHO INFANTIL, CONSIDEREI UMA AULA SOBRE O ASSUNTO E VENHO COMPARTILHAR COM OS NOSSOS LEITORES. Para pensar o desenho da criança Posted on 23 de agosto de 2013 by Centro de Formacao Por Marisa Szpigel – Zá O desenho é uma linguagem que está presente nas salas da Educação Infantil diariamente, e aqui na Escola da Vila(como já mencionei em outro post a Escola da Vila tem uma pedagogia muito próxima da nossa), em geral, as crianças desenham mais do que uma vez por dia, em diferentes momentos da rotina. O professor precisa estar preparado para planejar situações que estejam em diálogo com o pensamento da criança sobre o desenho e, ainda, que esse diálogo possa desafiar novos pensamentos, abrindo uma diversidade de caminhos possíveis a trilhar. A frequência com que essa linguagem é trabalhada nos primeiros anos da escolaridade faz com que os professores observem transformações, o modo como cada um do grupo desenha, as pesquisas individuais e também as descobertas coletivas. O fato de o desenho ocupar espaço tão intenso no dia a dia das crianças e dos professores abre um potente campo de investigação sobre essa linguagem. Se queremos que nossos alunos desenhem sempre, é fundamental refletir continuamente sobre esse campo. O que olhar no desenho da criança? O que comentar? Será que os pequenos só rabiscam? Quando vão começar a desenhar? Por que essa criança de cinco anos ainda não figura? Mesmo convivendo com crianças desenhando, muitas dúvidas e questionamentos se apresentam entre professores. É importante nos darmos conta de que uma parcela desse problema não será resolvida, uma vez que, ao desenhar, o pensamento visual está em jogo, guardando algo de indizível. Podemos nos aproximar bastante da produção gráfica infantil se observarmos as crianças ao desenhar, se estudarmos diferentes autores que pesquisaram o assunto e se cultivarmos o hábito de apreciar arte. Desse modo, podemos estabelecer um diálogo mais próximo com o desenho da criança, por meio de conversas verbais e conversas visuais, fazendo apreciações e propostas que permitirão mergulhar cada vez mais em suas pesquisas gráficas pessoais. Enquanto as crianças desenham, pensam. Mas o que pensam? Essa pergunta nos faz buscar um referencial teórico que possibilita refletir sobre o desenho na perspectiva da criança. Conhecer a pesquisa de Rosa Iavelberg sobre os momentos conceituais do desenho infantil torna-se fundamental na formação do professor. Desenhar com o corpo todo Quando observamos as crianças bem pequenas desenhando, fica evidente que seu corpo inteiro está presente nessa ação. Nesse momento, o movimento e o gesto precisam ser explorados: a ação é a tônica do primeiro momento conceitual descrito por Rosa. “A criança está interessada em realizar movimentos e ver o que faz enquanto desenha.” A relação superfície-corpo precisa ser investigada pelo professor, para que ele crie propostas sintonizadas com as investigações de seus pequenos. Variar os tamanhos e formatos dos suportes para desenhar é um primeiro passo; dispor materiais gráficos que propiciem a fluência do gesto também, mas não é o suficiente, pois a relação meio e suporte não implica a presença do corpo, o protagonista dessa ação.
A pergunta: Como está o corpo? é muito importante, e para problematizar essa presença, é necessário pensar onde o suporte será colocado, ora para dar ao corpo possibilidades de ocupar o espaço, se movimentar, ora para desafiar para novas posições e a conquista de diferentes gestos enquanto grafa nas superfícies. A relação gesto-grafismo é colocada em evidência.
Observar as crianças e como seus corpos se colocam no espaço enquanto desenham lança a necessidade de repensar o desenho apenas como coisa mental, e dispara a ideia de que o corpo pensa. Faz-se necessário buscar referências na arte que possibilitem pensar o desenho em um campo ampliado. A produção de artistas contemporâneos expande as ideias acerca da linguagem, e conhecer sobre essa produção amplia as possibilidades de criação de propostas com as crianças. "A linha como o peso do corpo e a linha como a matéria da tinta, sendo a linha aqui qualquer ação da artista sobre o suporte, e não apenas a linha do desenho.” Célia Euvaldo Desenho com interferência À medida que as pesquisas relativas às possibilidades de grafar sobre as superfícies se intensificam, colocar desafios no suporte, para que as crianças pesquisem outros gestos, mostra-se como um caminho para a elaboração de sequências didáticas. Colar elementos tridimensionais no suporte e deixar elementos vazados como interferências no suporte, de algum modo, colocam obstáculos ou interrompem o gesto, mexem diretamente com o movimento, destacando o próprio ato de desenhar. Esse tipo de proposta favorece a ação de olhar o desenho, mas enquanto algumas crianças continuam a explorar o movimento, outras relações podem ser notadas. Crianças que consideram os elementos como parte de narrativas e passam a desenhar ao lado desses elementos, dando continuidade a uma ideia que imaginaram a partir dele.
A relação entre o ato de desenhar e o desenho se transforma quando a ação deixa de ser a tônica e a imaginação das crianças entra em cena. A criança desenha e, não é raro dizer, quase ao mesmo tempo, o que desenhou, ao observar o grafismo, que às vezes sugere uma figura, outras um movimento, por exemplo, um lobo ou o sopro do lobo. O desenho vai se desemaranhando, figuras e formas aparecem dispostas no espaço dos suportes, em um primeiro momento desarticuladas, e depois, articuladas. Frequentemente vemos situações em que as crianças estão imersas em narrativas enquanto desenham, o que nem sempre corresponde, quando olhamos para suas produções gráficas, à história contada. “A criança agora pensa que pode desenhar o que quiser, e que muitas coisas podem aparecer em seus desenhos, coisas que existem e coisas que não existem.” Rosa Iavelberg
A imaginação dos ilustradores de livros de literatura infantil, como a de Mariana Massarani, corre solta, assim como a de nossos alunos imaginadores. Os livros de literatura podem ser explorados pelos professores e ser encarados como rica fonte de pesquisa para pensar em propostas instigantes. Podem também ser objeto de apreciações em sala de aula.
Ter algo presente no suporte, uma interferência, seja ela um elemento tridimensional como uma pedra, um barbante, uma caixinha de sucata ou uma imagem de revista ou jornal precisa ser uma proposta aberta, para que cada criança possa se deixar levar pela imaginação. O desafio não é completar um desenho, nem necessariamente figurar, mas continuar uma ideia. Acompanhando o processo de transformação da relação das crianças com o desenho, é notável que quando as crianças descobrem que podem representar os objetos reais, identificando os acontecimentos e o entorno como fonte de pesquisa para o desenho, tornam-se porosas ao ambiente social, reconhecem como cada um desenha, passam a pensar o desenho como linguagem. Rosa denomina esse momento conceitual de desenho de apropriação, “pelo grande desejo que os desenhistas têm de se apropriar das regularidades dos códigos de linguagem e de seu sistema aberto de simbolização.” Rosa Lavelberg
As crianças, nesse momento, podem figurar, mas ainda podem dar continuidade a pesquisas ligadas à não figuração. Como nesse momento estão abertas a qualquer tipo de referência, é importante que as propostas sejam generosas e considerem uma diversidade de manifestações, tanto as figurativas quanto as abstratas. Desenho de observação Quando as crianças desenham de tudo, conhecem as possibilidades de exploração gráfica, desenham casas, pessoas, bichos, plantas, conhecem esquemas de representação dessas figuras. O desenho de observação mostra-se como uma potente proposta para o enriquecimento dos esquemas construídos.
Todos olham para o mesmo canteiro de flores vermelhas, conversam sobre as cores e formas das folhas e das flores, mas cada criança encontra um esquema gráfico de representação. O desenho de observação precisa ser entendido pelo professor não como cópia da realidade, para ser encaminhado de modo a que cada criança do grupo sinta-se desafiada a encontrar um esquema gráfico particular de registrar o que está sendo observado. Esse post foi publicado em Centro de Formação e marcado Centro de Formação, Escola da Vila, Formação de professores por Centro de Formacao.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dormir de barriguinha pra cima é o recomendado!




Brasília, 23 de junho de 2009


Li o artigo mas ainda tenho dúvidas sobre o melhor, mas ainda assim achei legal partilhar, se alguém tiver mais dados me interessa! Jaque

Pastoral da Criança lança campanha

“Dormir de barriga para cima é mais seguro”





A Pastoral da Criança vem liderando uma campanha no sentido de informar a população sobre a importância de colocar os bebês para dormirem de barriga para cima – o que contraria uma antiga crença popular, mas pode evitar a morte súbita, considerada a maior causa de mortes entre bebês de 1 a 12 meses nos países desenvolvidos.



Com o apoio do Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria, Unicef, Criança Esperança e outros organismos internacionais, a campanha é baseada em estudos brasileiros e na publicação Sudden infant death syndrome, de Rachel Y Moon, Rosemary S C Horne, Fern R Hauck (Lancet 2007; 370: 1578–87).



Campanhas semelhantes à “Dormir de barriga para cima é mais seguro” já foram divulgadas nos Estados Unidos e na Inglaterra e segundo Cesar Victora, doutor em Epidemiologia pela London School of Hygiene and Tropical Medicine, pesquisador da UFPel e coordenador do Comitê de Mortalidade Infantil da cidade de Pelotas-RS, há formas de reduzir o risco de morte súbita em bebês e uma delas é deixá-los dormindo de barriga para cima. No entanto, isso ainda é pouco usado pelas mães brasileiras; dados do acompanhamento dos bebês nascidos em 2004, em Pelotas, revelam que somente 21% das crianças aos 3 meses de idade dormem de barriga para cima.



Segundo o pesquisador, a informação de que ao dormir de barriga para cima o bebê vai aspirar o vômito e se afogar não passa de uma crença popular incorreta. Ao deitar de lado ou com a barriga para baixo o bebê respira um ar viciado, ou seja, o ar que ele próprio expira e os riscos de dormir de barriga para baixo são semelhantes a dormir de lado, já que essa posição é instável e muitos bebês rolam e ficam de barriga para baixo. Se uma criança está deitada de barriga para cima e se afoga, sua tendência, por instinto, é tossir e com isso chamar a atenção dos pais. No caso da morte súbita, essa reação não acontece e a morte se dá de forma “silenciosa”. Cesar Victora é enfático em responder a quem usa o argumento de que a criança, dormindo de barriga para cima, pode vomitar e se afogar com o vômito: “é melhor engasgar do que morrer”.



Segundo Victora, as evidências científicas são irrefutáveis e as academias de pediatria dos EUA e Inglaterra, por exemplo, já recomendam fortemente deitar o bebê de barriga para cima: “os países que promovem deitar o bebê de barriga para cima reduziram as mortes súbitas em 50%”.



Com informações da Pastoral da Criança – www.pastoraldacrianca.org.br

sábado, 18 de junho de 2011

Elogie do jeito certo!


Por Marcos Meier* enviado por uma grande amiga, a jeanne, que já fez parte da coordenação pedagógica da nossa escola e agora está em Sampa!

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito
interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade,
mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas
conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram
divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é
inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver
o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada
criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o
quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu
esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até
conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho
realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à
primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram
obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem
qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças
do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não
queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B
aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos
filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam
ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento
de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode
modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir,
eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não
ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que
será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados
inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens
“médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua
capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam
que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e,
justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram
e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos
filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam
respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos
saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por
meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que
sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com
elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou,
você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade
apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de
você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído
como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho,
deixar seu primo brincar com seu video game foi muito legal, você é um
bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e
reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não
é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que
linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é
charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios
como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em
atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em
breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais,
birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido
resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos
que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois
cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de
suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura
firme e carinhosa.

* Marcos Meier é psicólogo, professor de Matemática e mestre em
Educação. Especialista na teoria da Modificabilidade Estrutural
Cognitiva de Reuven Feuerstein, em Israel. Também conhecida como
teoria da Mediação da Aprendizagem.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Hora da entrada...


Eis que chega um pai com seu filho aconchegado ao ombro, braços pendentes, respiração profunda. Mal consegue levar seu menino, e a mochila. Cambaleia até a porta da sala e dirige-se à professora falando bem baixinho, praticamente sussurrando:
- Boa tarde,professora. Hoje ele brincou muito durante a manhã inteira e está muito cansado. Veio dormindo profundamente no carro e nem se mexeu quando eu o peguei no colo. Você poderia providenciar um lugar para ele dormir por favor? Acho que este soninho vai longe…
Neste momentoa professora ouve uma risadinha e percebe os olhinhos se abrirem e fecharem rapidamente. Diz então ao pai:
- Acho que ele já está acordando, não é mesmo ? Vou te pegar no colo, sentar um pouquinho com você perto da pista de carrinhos até você acabar de acordar, combinado? Hoje teremos muitas atividades interessantes e divertidas e fico feliz ao ver que você já está despertando para participar de todas elas.
A situação descrita acima acontece algumas vezes em nosso dia a dia nos dois turnos e sabemos que este sono é legítimo, principalmente no início do ano, após a flexibilidade da rotina das crianças durante o período de férias. Muitas vezes também chegar à escola “sonhando acordado” é uma estratégia que alguns alunos utilizam para terem o privilégio de serem transportados no colo durante o percurso do carro até a sala de aula. De fato é muito gostoso poder contar com os braços fortes de quem os está trazendo, garantindo um colinho tão gostoso! Colinho de pai ou de mãe e também colinho de professora! Este último, dormindo ou acordado estará sempre disponível no início do período, quando ainda estamos organizados em cantos e as crianças estão envolvidas nas brincadeiras organizadas pelas educadoras. Enquanto escolhem com autonomia um brinquedo ou brincadeira, a professora pode receber com a atenção que merecem todos os colegas que estão chegando. Por isso a conversa com a professora deve ser breve para não atrapalhar a recepção, é melhor agendar um horário para uma conversa mais detalhada.
Contamos assim com a atenção e compreensão de todos.
Equipe Pedagógica Umei Castelo.
Fev. 2011.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Desfralde.. como vencer essa etapa da vida dos pequenos


Olhem só que bacana esse artigo do blog Jardim da alegria, muito educativo! leiam com carinho.
Desfraldamento para iniciantes
Escrito para o BabyCenter Brasil Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil
1 - Tenha certeza de que a criança está pronta
2 - Providencie os equipamentos necessários
3 - Deixe seu filho se acostumar ao penico
4 - Sente-o no penico sem a fralda
5 - Explique o processo
6 - Incentive seu filho
7 - Capriche na cueca e na calcinha
8 - Tenha muita calma na hora dos acidentes
9 - Comece a fazer o desfraldamento noturno
10 - Parabéns, você conseguiu!

Não é de estranhar que você não veja a hora de seu filho largar logo as fraldas. Afinal vai parecer um sonho não precisar mais trocar fralda a toda hora, sem contar a economia! Mas você sabe quanto tempo demora o processo todo do desfraldamento? É verdade que para algumas crianças o problema todo se resolve em poucos dias. Porém, para a maioria, é um aprendizado que pode levar meses. As chances de sucesso serão muito maiores se a família toda estiver bem informada e deixar bem claro para a criança o que vai acontecer.

1 - Tenha certeza de que a criança está pronta
Existe uma idéia mais ou menos generalizada de que a idade certa para tirar a fralda da criança é por volta dos 2 anos. Mas cada pessoa é diferente e, assim como elas aprendem a andar em momentos distintos, a hora ideal para aprender a fazer xixi e cocô no penico ou na privada pode variar muito. Há algumas crianças que só ficam realmente preparadas para iniciar o desfraldamento quando têm mais de 3 anos. Para saber se é o caso do seu filho, confira nossa lista de sinais de que chegou a hora. Se achar que seu filho não está pronto, resista à pressão da família e da escola, ou então faça uma tentativa sabendo que é provável que tenha de voltar atrás antes que o estresse se instale.

2 - Providencie os equipamentos necessários
Não é nada muito complicado: arranje um penico ou um adaptador para o vaso sanitário, um anel que evita que a criança "caia" dentro da privada. Talvez seja melhor começar com o penico: com os pés apoiados no chão, a criança vai ter mais facilidade para fazer força na hora de fazer cocô. Um livrinho sobre o assunto pode ajudar, mas não é essencial.

3 - Deixe seu filho se acostumar ao penico
Para começar, acostume seu filho a se sentar no penico uma vez por dia, mesmo que ainda sem tirar a roupa. Escolha um momento em que ele costuma fazer cocô -- depois do café da manhã, depois do almoço ou antes do banho. Se ele não quiser se sentar, deixe estar. Nunca force a criança a sentar no penico, nem a segure. E não force a barra se seu filho estiver assustado. As consequências no futuro podem ser bem ruins, principalmente por causa daprisão de ventre. Caso a criança resista a se interessar no desfraldamento, o melhor é esquecer o assunto por algumas semanas, e depois fazer uma nova tentativa. Nessa fase, não precisa nem explicar muito para que serve o penico. O objetivo é só acostumá-lo ao objeto.

4 - Sente-o no penico sem a fralda
Depois da fase de acostumar a criança a sentar no penico, sua meta vai ser convencê-la a sentar sem a fralda. Segure a ansiedade e deixe que ela só se sente ali, para ver como é. E comece a explicar direitinho que é isso que a mamãe e o papai fazem todo dia: sentam lá (no vaso sanitário, no caso de vocês) para fazer as necessidades. Se seu filho captar logo a idéia e já fizer alguma coisa, ótimo! Mas não o force a conseguir. É importante que o interesse no processo seja dele, não seu.

5 - Explique o processo
Uma boa idéia é mostrar para a criança para onde o cocô vai. Quando ele fizer cocô na fralda, leve a fralda suja até o penico e ponha o cocô ali, para mostrar onde é o lugar certo. Depois, esvazie o penico jogando as fezes no vaso sanitário, e dê ao seu filho o privilégio de ajudar a apertar a descarga (só se ele quiser -- há crianças que têm medo). Mostre também que depois é preciso vestir a roupa de novo e lavar as mãos.

6 - Incentive seu filho
Estimule a criança a usar o penico sempre que tiver vontade de fazer xixi ou cocô. Deixe bem claro que basta que você poderá levá-la ao banheiro. Se der, aproveite uma época de calor, que é mais favorável para o processo, e deixe-a circular pelada, com o penico bem à vista. Diga a seu filho que ele pode usar o penico quando quiser, e o lembre de vez em quando. Mas preste atenção: não adianta ficar levando a criança de hora em hora ao banheiro. Você precisa ensiná-la a pedir. Senão, na primeira oportunidade em que você esquecer de levá-la, ou estiver fazendo outra coisa, o xixi vai escapar na roupa mesmo. A comunicação e o controle do esfíncter (que variam, dependendo da maturidade de cada criança) são fundamentais para o processo de desfraldamento.

7 - Capriche na cueca e na calcinha
Cuecas e calcinhas de personagens ou com desenhos fazem sucesso. Você pode fazer um grande carnaval, mostrando ao seu filho como ele é grande e importante por já usar cueca (ou calcinha, no caso de meninas). Mas você não precisa usar a roupa de baixo bonitinha e cara o tempo todo. Arranje também umas bem baratinhas, porque os acidentes serão inevitáveis e as trocas, bem frequentes. Existem também fraldas de treinamento, as chamadas pull-ups. A vantagem é que elas funcionam como fraldas, mas são vestidas como uma calcinha ou cueca, portanto dá para a criança abaixar e levantar sozinha, se quiser ir ao banheiro. Muito mais fácil que abrir e fechar a fralda. O inconveniente é que elas são caras e difíceis de encontrar. Uma alternativa é ter um pacote só para sair, quando você não pode arriscar uma escapada de xixi ou cocô. Temos um artigo especial sobre como desfraldar meninas e desfraldar meninos-- não deixe de ler.

8 - Tenha muita calma na hora dos acidentes
As escapadas e acidentes acontecem com praticamente todas as crianças, não tem jeito. É difícil manter a calma, mas se esforce para não perder o controle. Não vale a pena castigar ou punir a criança pela escapada. Os músculos dela estão ainda aprendendo e treinando o controle das fezes e da urina, e o processo leva algum tempo. Quando acontecer o acidente, limpe tudo com tranquilidade e só diga ao seu filho que, da próxima vez, vai ser mais legal se ele usar o peniquinho. Caso os acidentes fiquem muito frequentes, tenha a sabedoria de voltar atrássem medo ou vergonha. É possível que o organismo do seu filho ainda não esteja preparado, e é melhor voltar a tentar daí a alguns meses.

9 - Comece a fazer o desfraldamento noturno
... Mas só quando a criança estiver preparada! Pode demorar -- anos até! O organismo da criança demora bastante para ser capaz de despertá-la se for necessário fazer xixi no meio da noite. O que você pode fazer é tentar diminuir a quantidade de líquido que seu filho toma antes de dormir, e dizer a ele que chame você se precisar ir ao banheiro durante a noite. Só se aventure a tirar a fralda noturna quando, por diversas noites seguidas, a fralda tiver amanhecido completamente seca. E saiba que, mesmo que tudo dê certo, um xixi na cama ou outro fazem parte da infância.

10 - Parabéns, você conseguiu!
Acredite. Por mais que demore, seu filho vai aprender a fazer xixi e cocô no lugar certo. E aí você não vai precisar trocar fraldas por um bom tempo -- bom, pelo menos até o próximo bebê, ou quem sabe o netinho...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Plano de aula, reflexões sobre a chupeta.


Objetivos
- Estimular a autonomia da turma, favorecendo um processo tranquilo de abandono da chupeta e respeitando o ritmo e a necessidade de cada um.
- Promover um diálogo com as famílias, favorecendo ações em conjunto com a creche.

Conteúdos
- Cuidados.
- Identidade e autonomia.

Faixa etária
2 a 3 anos.

Tempo estimado
O ano todo.

Material necessário
Outros objetos de apego que não a chupeta, como cobertores e brinquedos, de acordo com a anuência da família.

Desenvolvimento
Questionamento
Busque compreender o significado da chupeta na vida dos pequenos. Para tanto, reflita sobre as seguintes questões:
- Por que bebês e crianças pequenas geralmente chegam à creche com ela na boca?
- Por que para algumas ela é importante na hora do sono? E quando acordam também?
- Por que muitas delas param de chorar imediatamente quando esse objeto lhes é entregue?
- Em quais momentos as crianças costumam deixá-lo de lado?

Interação com as crianças
Ao entender que a chupeta é um objeto de apego e fundamental para a adaptação na creche, busque os momentos mais adequados para sugerir aos pequenos que ela não seja usada, como durante as refeições, e na hora do parque e das atividades, explicando que ela atrapalha os movimentos e a fala. Vale também planejar atividades divertidas, como a manipulação de massas e tintas, e sempre oferecer um aconchego especial, como o colo ou uma canção, para quem se mostrar mais sensível.

Interação com a família
Converse com os pais para saber em que situações os pequenos costumam usar a chupeta em casa (e se usam). Informe-os também sobre a postura adotada na creche de sugerir que o objeto saia de cena em alguns momentos - como as refeições e as atividades - e proponha que façam o mesmo em casa, reforçando que o objetivo maior não é abandonar a chupeta, mas promover a autonomia da criança em vários aspectos gradualmente.

Solidariedade
Quando o combinado é não usar a chupeta, algumas crianças podem não lidar bem com o fato, mesmo com você oferecendo atenção e outros objetos de apego. Nesses casos de resistência, devolva a chupeta para que elas não se sintam desamparadas.

Desapego
Os objetos de apego podem ser usados para ajudar nos momentos críticos, mas, com o tempo e a progressiva integração das crianças ao grupo, você deve lembrá-las de que podem ficar sem a chupeta durante um período.

Avaliação
Mesmo que influenciado pelas experiências de socialização que os pequenos viverão na creche, o sucesso em deixar a chupeta é uma conquista pessoal, que está relacionada ao crescimento individual. Então, quando algum deles conseguir passar muito tempo sem o objeto por perto, parabenize-o. Sempre que possível, chame a atenção também para as coisas que as crianças estão conseguindo fazer sem ajuda e comente o desempenho delas em outras atividades, como desenhos e pinturas, demonstrando o quanto estão crescidas e independentes.

Consultoria: Maria Paula Zurawski
Professora do Instituto de Educação Superior Vera Cruz (ISE Vera Cruz) e assessora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Dossiê Chupeta


Quando o bebê nasce, os pais passam a se questionar sobre os benefícios e os malefícios de oferecer a chupeta a ele. Alguns temem causar depedência, outros pensam em possíveis problemas na dentição e na fala. Na creche, o panorama enfrentado pelos educadores não é diferente. Há muita dúvida e, por causa de tanta indecisão, esse objeto pode acabar ocupando o espaço que não merece, ser proibido radicalmente ou, pior ainda, ficar marcado como um elemento estranho ao ambiente, provocando certa inquietação, que ninguém se arrisca a resolver. Um cenário insustentável, ainda mais porque envolve dois aspectos importantíssimos da Educação Infantil: cuidados com os pequenos e a promoção da autonomia. Confira a seguir as recomendações de especialistas para as dúvidas mais comuns.

1. Para que serve a chupeta?
Ela é uma fonte de relaxamento para os bebês (não é à toa que um dos sinônimos é consolador e o termo em inglês é pacifier, que significa "pacificador"). Segundo explicação do pediatra José Martins Filho no livro Lidando com Crianças, Conversando com os Pais, ela possibilita o movimento de sucção, um bom exercício para o desenvolvimento infantil, pois articula os músculos necessários à fala.

2. Seu uso pode ser permitido na creche?
Sim. "É errado os educadores proibirem que os pequenos chupem chupeta. Não há motivo para isso", explica Maria Paula Zurawski, professora do Instituto de Educação Superior Vera Cruz (ISE Vera Cruz) e assessora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O objeto desempenha um papel importante na adaptação dos pequenos quando eles começam a frequentar a creche porque é útil para preencher a falta dos pais, funcionando como uma lembrança do ambiente de casa enquanto o vínculo com o educador e com as outras crianças não for estabelecido plenamente.

3. Na hora de dormir, ela pode ser permitida?
Sim, a chupeta ajuda a embalar o descanso dos bebês. Apesar disso, existem outros momentos em que ela não deve ser liberada: durante as atividades e as refeições, já que, além de atrapalhar o desenvolvimento da dicção, pode estimular o comportamento introspectivo, prejudicando a socialização.

4. É papel do educador ajudar as crianças a largar a chupeta?
Sim, mas não há um método para isso. A função do professor é promover a autonomia delas - o abandono do objeto é uma consequência. Cabe ao adulto ainda desenvolver uma relação de confiança com os pequenos para que eles se sintam cada vez mais seguros na creche. Por isso, é importante ter em mente que chupar chupeta é um hábito que deve ser tolerado, mas não incentivado. Para explorar a responsabilidade e a independência de cada um, proponha que, quando forem vetadas, elas sejam guardadas em potes individuais, junto aos demais materiais de uso pessoal. Um alerta: não perca tempo explicando para as crianças os problemas que ela pode acarretar, como dificultar a fala e atrapalhar o crescimento da dentição, na tentativa de fazer com que a larguem. "Até os 3 anos, a relação entre causa e consequência ainda não é bem compreendida", explica Cisele Ortiz, psicóloga e coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

5. Até que idade os pequenos podem usar a chupeta?
Não existe um limite fixo. O bom senso deve prevalecer, afinal, ela é um material de apego, tal como um cobertor ou um brinquedo qualquer que os pequenos costumam adotar para ter por perto durante um tempo. Com um bom trabalho de promoção de autonomia, feito pelos educadores em parceria com a família, é possível ajudá-los a chegar à pré-escola livres dela (leia o plano de trabalho). "Eles gostam de mostrar aos adultos que estão crescendo e, por isso, acabam abandonando a chupeta facilmente quando incentivados", esclarece Adriana Ortigosa, coordenadora da EM Noel Rosa, em Guarulhos, na grande São Paulo.


COM OU SEM CHUPETA? Na hora do sono, ela pode ser permitida, mas, durante as refeições e as atividades, não6. Quais os efeitos positivos e negativos do objeto?
"Ele é danoso se der origem a uma relação de dependência duradoura", fala Ana Paula Yazbek, formadora de professores do Centro de Estudos da Escola da Vila, em São Paulo. Por isso, quando a choradeira tomar conta do ambiente, contenha o ímpeto de silenciar a turma oferecendo a chupeta: busque o que está causando o desconforto. "Conversar em vez de dá-la é uma forma de não comprometer o desenvolvimento da capacidade nos pequenos de expressar sentimentos oralmente", diz Maria Paula.

7. O uso deve ser combinado com a família?
Sempre. Se os pais insistirem para que o filho não use a chupeta na creche, explique que se trata de um apego passageiro, porém muito valioso para ele. "Deixe claro que o objeto não prejudica o aprendizado dele em nada. Mas, se ainda assim eles não concordarem com a liberação, diga que é importante permitirem que a criança tenha outro objeto de apego caso ela demonstre essa necessidade.

Revista Nova Escola maio 2010

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Volta às aulas!!!!


As Reações Infantis na Adaptação

Andréa Vismeck Costa
Ir para a escola de ensino infantil faz com que as crianças tenham que ficar longe dos pais e da família e isso pode ser um processo leve ou pesado para a criança e para os pais, não só quando as crianças entram na escola pela primeira vez, mas também a cada passagem de ano, de uma turma para outra. O que é certo neste momento de adaptação, é que as crianças estavam acostumadas a ficar em casa perto de pessoas que amam e que são muito importantes na vida delas (no caso das crianças que estão entrando na escola pela primeira vez), ou estavam curtindo férias junto dos pais com lazeres e atividades prazerosas (no caso das crianças que já freqüentam a escola) e de repente, têm que aceitar uma realidade bem diferente: ficar um determinado período por dia num outro ambiente, com outras pessoas (profissionais da escola e colegas), com outras normas, regras, rotinas e disciplinas. Em casa, podiam fazer certas coisas gostosas, como assistir filminhos a hora que quisessem, ficar de pijama, comer algumas guloseimas, etc. e neste momento não poderão mais realizar suas vontades na escola e muito menos ficar pertinho dos familiares queridos. Todas as questões mencionadas acima mexem com as crianças; algumas aceitam mais rapidamente e outras não. O importante é lembrarmos que cada criança lida com esta situação de uma determinada maneira, de acordo com sua história familiar e com seu jeito de ser. Alguns choram nos primeiros dias e depois ficam bem; outros ficam "doentinhos" (fazem febre, diarréia, provocam vômitos, etc.); outros ainda, ficam mais "agressivos" (começam a morder, bater, empurrar, chutar, etc.). Todas essas reações são formas que a criança utiliza para tentar não passar por isso, para tentar convencer a família a voltar ao ritmo de antes. Em minha prática em escolas de ensino infantil, já vi reações as mais diversas das crianças: mentir, falar mal da professora, inventar coisas negativas sobre o lanche, levar para casa coisas de colegas ou da escola, gritar sem parar, etc. As crianças utilizam essas táticas para mostrar que não estão conseguindo aceitar a frustração: de ficar longe da família, de ter que aprender a conviver com pessoas diferentes e estranhas para ela, de entender que precisará respeitar normas e rotinas, de aprender a dividir a atenção da professora com o colega, ou de dividir objetos e materiais com os colegas, entre outras questões. Para facilitar este processo para a criança, o primeiro ponto fundamental é os pais terem consciência de que as reações que as crianças apresentam (as mais diversas), têm a ver com dificuldades da própria criança em aceitar frustrações, em aceitar perder coisas. O segundo ponto importante é os pais perceberem que cada criança tem um ritmo diferente para entender a tal frustração – que pode variar de um dia a alguns meses ou até anos.A postura que os pais vão ter frente a adaptação do filho faz toda a diferença. Pais inseguros, cheios de dúvidas, vão passar de alguma maneira suas ansiedades para a criança. Alguns pais se assustam com as reações que o filho faz e não entendem que elas fazem parte do processo natural de adaptação e acabam deixando o filho mais nervoso. Já cansei de ver pais tirando crianças da escola por não agüentarem ver certos comportamentos. Infelizmente, pais que optam por desistir da permanência do filho na escola provocam uma conseqüência que pode ser negativa: o filho saberá que sempre que tiver determinada reação, os pais vão ceder e agradá-lo e também a criança não estará aprendendo a enfrentar perdas e lidar com frustrações. Sendo assim, o trabalho mais árduo na adaptação é da família / dos pais. Se houver qualquer sinal de ansiedade, acabam questionando demais sobre a escola, o que a professora fez, o relacionamento com os coleguinhas, ou seja acabam cobrando exageradamente a atitude do seu filho na escola e também da escola com seu filho, interferindo muitas vezes de uma maneira negativa na rotina da escola.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Por uma boa adaptação!


Sejam bem-vindas queridas crianças ...
Começamos mais um ano em nossa escola, e como em todo início despertam sensações diferentes, algumas de alegria outras carregadas com um pouquinho de medo.
Ansiedade em conhecer os coleguinhas, a nova professora, em começar a descobrir as surpresas desse lugar que hoje é a sua escola.
Sabemos que uma dorzinha de barriga aparecerá nestes primeiros dias, que alguma lágrima aparecerá, porém estou certa, porque sou sua professora, que isso irá durar muito pouco, até que compreenda que a minha mão não é igual a da mamãe mas também oferece segurança e confiança; que as risadas de seus coleguinhas não são iguais às que você ouve no calorzinho da sua casa, mas que também chegam ao seu coração.
Por isso nesta semana tão especial, estendo minhas mãos. Vamos fazer um trenzinho com os amigos e caminhar por nossa escola, ir até a sala onde nos espera um lugar muito especial, único, nosso, cheio de novidades, de surpresas, um lugar onde juntos iremos aprender muitas coisas entre as letras e os números, as brincadeiras bem divertidas, a respeitar um ao outro, a nos abraçar, a nos querer bem e... crescer !!!
Anime-se, não sinta medo, que este lugar mágico tem tudo o que você gosta de fazer: brincar, cantar, cuidar da natureza e do meio ambiente, e quase sem perceber você começará a aprender.
Pintará com tintas de muitas cores, aproveitará o parquinho, e os brinquedos que vivem lá. Tomará o seu lanchinho fresquinho, guardará os brinquedos, contará uma história e também até dez.
E cada dia ao dizer “Bom dia, boa tarde” , estarei esperando por você com surpresas e o melhor de mim.
Sua Professora.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

BH contra o mosquito da DENGUE








Diario Oficial do Municipio
Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Ano XV - Edição N.: 3258
Poder Executivo

Capa
NÚCLEO DE MOBILIZAÇÃO INTENSIFICA A LUTA CONTRA O MOSQUITO DA DENGUE
Foi realizada ontem u­ma caminhada de cons­cien­tização de combate à dengue, com a presença dos moradores do bairro Horto Florestal, região Leste da cidade. A iniciativa busca reforçar os cuidados que a sociedade precisa assumir para se evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, causador da doença. A mobilização teve início no Centro de Saúde Horto dirigindo-se até à Praça Duque de Caxias, no bairro Santa Tereza. A ação é uma iniciativa do Núcleo de Mobi­lização da Secretaria Municipal de Saúde.
Idealizado pela Gerência de Comunicação Social, em 2008, o núcleo tem o objetivo de promover atividades lúdicas que alertem a população sobre a importância de combater, diariamente, a dengue. Entre elas estão a realização de palestras, blitzen em sinais de trânsito e fóruns de discussão nos ônibus e no metrô. As inicia­tivas do Núcleo de Mo­bilização estão disponíveis para as comunidades que se organizarem na luta contra a proliferação do vetor. O agendamento pode ser feito pela Ouvidoria Pública do Sistema Único de Saúde de Belo Horizonte (SUS-BH), pelo telefone 3277-7722.
A Secretaria Municipal de Saúde também adverte que o principal cuidado para evitar novos casos da doença está mesmo dentro de casa: manter o quintal limpo, não deixar recipientes com água destampados e, sobretudo, mobilizar os vizinhos para que todos trabalhem juntos contra o mosquito em todas as épocas do ano. É muito importante entender que o trabalho de prevenção é feito em conjunto, entre a Prefeitura e a comunidade, já que 80% dos focos do mosquito estão dentro das casas.
TODOS JUNTOS SOMOS FORTES, NÃO SE ESQUEÇA!!!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Dermatite de fraldas




Estas dermatites são frequentes nos bebês e crianças que ainda usam fraldas, têm várias causas como mostra este artigo, http://www.hmariapia.min-saude.pt/revista/vol1303/Dermatite%20das%20fraldas.pdf
O tratamento adequado evita o desgaste e a dor causada pela assadura, leia com atenção.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Turma da joaninha em " Pronto para deixar as fraldas"

Desenvolvimento
Pronto para deixar a fralda?
2008/04/01Ana Esteves
Deixar de usar fralda é um marco fundamental no desenvolvimento. E, como todos os outros, deve ser uma conquista da criança, no momento em que estiver pronta.

Terry Brazelton, o mais conceituado pediatra da atualidade, alerta os pais para a importância de esperar que a criança esteja preparada para deixar de usar fralda. O seu método centra-se na criança, ou seja, ela deve ser a protagonista neste processo. Na sua opinião, tal nunca deve acontecer antes dos dois anos de idade. Existirão crianças que conseguem deixar as fraldas com sucesso mais cedo, mas ao tentá-lo com a generalidade das crianças estamos a sujeitar muitas delas a um mal-estar psicológico não negligenciável: «Quando as crianças são pressionadas antes de estarem preparadas para serem bem-sucedidas, os insucessos resultam em problemas sérios como a retenção das fezes, a incontinência fecal ou a enurese nocturna» (A Criança e a Higiene, de T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, Presença). O importante será então, na opinião de Brazelton, ter a certeza que a criança está preparada e permitir que esta seja uma conquista sua e não uma imposição dos pais. Para tal, é preciso esperar que surjam os primeiros sinais que revelam a maturidade necessária. Os mais importantes são: já não querer estar sempre de pé e a andar de um lado para o outro; a linguagem estar bastante desenvolvida; saber dizer Não; saber pôr as coisas no lugar certo; começar a imitar os pais e irmãos mais velhos; começar a manter-se seca durante uma ou duas horas; fazer cocô a horas certas; estar a tomar consciência do seu corpo. Estes sete sinais eleitos por Brazelton como essenciais revelam que o controle dos esfíncteres é uma capacidade complexa e que está relacionada com uma série de outras aquisições. Deixar as fraldas depende de aspectos fisiológicos, mas também cognitivos, psicológicos e emocionais. Assim, deverá avaliar, separadamente, alguns parâmetros do desenvolvimento do seu filho, para perceber se ele estará pronto para mais este grande passo. Aspectos fisiológicos e de motricidade Os músculos dos esfíncteres (genital e anal) têm de ter atingido maturidade suficiente de modo a permitirem que a criança «aguente» algum tempo entre sentir que têm vontade de ir à casa de banho e estar a postos para fazer xixi ou cocô. Essa maturidade muscular acontece algures entre os 12 e os 24 meses, segundo a Sociedade Americana de Pediatria. Por volta dos 12 meses, a criança começa a reconhecer a sensação que precede a eliminação dos xixis e cocôs. É possível observar como pára antes de fazer, como se coloca por vezes em certas posições em que se sente mais confortável. Mais tarde, os esfíncteres atingem a maturidade que permite à criança reter por algum tempo xixi e cocô. Este processo tem uma sequência: primeiro, a criança deixa de fazer cocô durante a noite, depois consegue controlar xixi e cocô durante o dia e, por fim, consegue deixar de fazer xixi também durante a noite. O facto de a criança manter a fralda seca durante períodos cada vez maiores - algumas horas - e até de acordar por vezes da sesta sem ter feito xixi durante o sono são sinais de que, fisiologicamente, estará pronta para iniciar o processo de deixar as fraldas. Mais tarde, quando começar a acordar de manhã com a fralda seca, é o sinal de que já consegue também deixar de fazer xixi durante a noite. Após começar a andar, por volta dos 12 meses, a criança não pára. Quer estar sempre em pé, como diz Brazelton. Mas quer também correr e testar a sua nova habilidade. Só depois desta fase estará disponível para outras conquistas, ao nível da motricidade fina, conquistas essas que são importantes na hora de deixar as fraldas. A coordenação motora que lhe permite despir-se, tirar a sua fralda, baixar e levantar as cuecas é outro sinal de que está preparada.
Sinais de que o seu filho está pronto para deixar as fraldas:
· demonstra estar consciente das suas necessidades, antes de fazer: agachando-se, escondendo-se
· já não faz cocô durante a noite
· mantém-se com a fralda seca durante longos períodos, talvez até durante a sesta
· faz uma grande quantidade de xixi (menos vezes) e não pouquinho de cada vez (muitas vezes)
· adota hábitos regulares para fazer cocô
· consegue despir-se sozinho
· domina o vocabulário envolvido no processo de deixar as fraldas
· compreende instruções complexas
· gosta de repetir o que ouve
· demonstra desejo de agradar aos pais
· revela auto-domínio
· quer fazer tudo o que fazem as crianças mais velhas, para ser crescido e se sentir integrado texto
Desenvolvimento cognitivo e linguagem A descoberta do corpo é fundamental para conseguir dispensar as fraldas. A criança começa a mostrar curiosidade sobre os seus órgãos genitais e outras partes do corpo, percebe as suas funções e nomeia-os. Estar pronta para o grande passo significa que tem de conseguir associar uma sensação que o corpo lhe envia a uma resposta apropriada e complexa, pois é-lhe exigido várias coisas ao mesmo tempo: contrair os esfíncteres de forma a reter algum tempo o xixi ou cocô, avisar um adulto que precisa ir ao penico, esperar que a dispam e sentem no penico ou sanitário só então descontrair os músculos. É preciso concentração. O seu filho tem também de perceber tudo o que lhe diz e saber comunicar quando tem vontade. Só assim poderá entender todos os passos do processo. Apreender o vocabulário envolvido é um passo prévio que não deverá descurar. Aprender a controlar dos esfíncteres e aceitar que terá de ir sempre, várias vezes por dia, ao banheiro ou ao penico exige, portanto, maturidade a nível cognitivo. É preciso que a criança tenha já capacidade de abstração e pensamento simbólico, capacidade de resolver problemas e de memorizar.
Aspectos emocionais e sociais, auto-domínio e desejo de agradar aos pais são ingredientes não menos importantes em todo este processo. O desejo de fazer sozinho é um bom indicador de maturidade. Revela que a criança vai sentir-se orgulhosa por conseguir ultrapassar com sucesso mais esta importante etapa.
Mas esta é também a «idade do Não», ou seja, a criança está a afirmar-se enquanto senhora da sua vontade. Isso pode dificultar o processo, pois se percebe que os pais fazem muita questão, pode marcar a sua posição recusando-se a colaborar. Se o seu filho está no auge desta fase, o melhor é esperar que passe. Largar as fraldas não pode ser mais um ponto de discórdia, mas sim uma conquista positiva. A consciência social é também um ponto prévio importante. Ou seja, a vontade de fazer como os outros e de ser crescido. É por isso que crianças com irmãos mais velhos têm tendência para deixar as fraldas mais cedo. Tal como é mais fácil uma criança cooperar quando está na creche e distrair-se quando está em casa. O temperamento da criança também interfere nesta questão. Se for muito sensível ao toque, pode demorar mais algum tempo até estar disposta a sentar-se, sem fralda, numa superfície fria. Uma criança demasiado activa pode ter dificuldade em estar sentada quieta no vaso. Neste caso, pode ser útil a brincadeira de pôr primeiro o boneco preferido a fazer, baixar e levantar as cuecas dele.