Educar significa propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos produzidos pela cultura. Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. Nesse sentido, o ambiente e a rotina de trabalho são organizados para atender às necessidades das crianças, bem como favorecer a socialização, a cooperação e o desenvolvimento autônomo de habilidades.
terça-feira, 16 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Mais uma dica do blog Dika kids
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Comportamento infantil birras
terça-feira, 9 de abril de 2013
Uma escola bem legal como a nossa: a Escola da Vila

Por Alessandra Guarrera Zanetti e Camila de França Santos (Professoras de G2 e G3)
A capacidade de brincar e de se movimentar com qualidade na Educação Infantil se desenvolve na medida em que acreditamos que o papel do professor e da escola é proporcionar às crianças pequenas o contato com determinados conteúdos da cultura lúdica e corporal. A Escola da Vila garante diariamente na rotina das crianças propostas que envolvam corpo e movimento, considerando sua importância para o desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo e social de nossos pequenos. Além disso, a escola é o lugar que garante tempo, espaço e pessoas para a vivência dessas propostas, uma vez que, para muitas delas, são poucos os momentos fora do espaço escolar destinados às brincadeiras e experiências motoras.
As propostas realizadas nas turmas de Educação Infantil durante a semana vão desde massagens, relaxamentos, alongamentos, brincadeiras cantadas, jogos de regras e resolução de problemas motores nos circuitos, até a exploração de materiais como bolas, cones, tecidos, caixas, bambolês, nas oficinas de percurso lúdico motor. Também não poderíamos deixar de contemplar as “tão queridas” brincadeiras tradicionais, como, por exemplo, barra-manteiga, coelhinho sai da toca, mamãe polenta, pega-pega, corre cotia, que fazem parte do patrimônio cultural. Ao brincar, a criança explora o espaço físico que a rodeia, desenvolve o raciocínio, memória, imaginação, linguagem, liderança, consciência corporal, criatividade, cooperação, interação com um grande número de crianças, além de lidar com diversas emoções, como medo, frustração, alegria e ansiedade.
Nosso repertório também inclui as brincadeiras cooperativas, tão importantes para a constituição do grupo, em que todos atuam unidos, com um objetivo comum, como, por exemplo, não deixar a bola cair de um tecido grande, onde cada criança segura uma ponta e, todas juntas, precisam fazer a bola pular.
Muitas brincadeiras acontecem espontaneamente, segundo escolhas das crianças, que usam representações simbólicas, trazem conhecimentos prévios e vivências para o brincar, como nas oficinas de materiais, nas brincadeiras livres de parque, nos jogos de faz de conta, por exemplo. Mesmo em situações como estas, em que respeitamos a autonomia, as construções próprias das crianças, o professor sempre intervém, construindo um ambiente lúdico e cultural. Para isso, disponibiliza tempo, espaço e materiais específicos, dando dicas de possibilidades de uso que garantam, inclusive, a segurança delas.
Brincar é algo fundamental para o desenvolvimento da criança. É por meio de jogos e de situações de faz de conta que ela compreende as regras sociais, desenvolve habilidades físicas, aprende a lidar com os próprios sentimentos e se prepara para os desafios da vida adulta.
Viu só, não é igual a nossa???!!!
domingo, 31 de março de 2013
sábado, 30 de março de 2013
As várias linguagens da Educação Infantil
Que linguagens devem ser consideradas nas proposições curriculares da Educação Infantil?
Como afirma Junqueira (2005), já faz tempo que a expressão “linguagem” participa das discussões sobre currículo da Educação Infantil, mas, ainda atualmente, muitos dos profissionais da Educação Básica entendem linguagem como língua e, ainda mais, restringindo-a à linguagem verbal - oral e escrita. O Referencial Curricular para a Educação Infantil (RCNEI, 1988) aponta o movimento, a música e as artes visuais como linguagens.
Linguagem é meio pelo qual os seres humanos se comunicam e se expressam. Para Friedmann (2005), além da linguagem mais direta, que é a verbal (que nem sempre é a mais verdadeira, ou expressiva ou reveladora das profundezas de um ser), existem também as linguagens não verbais, com as quais nascemos e que muitas vezes não são compreensíveis. São as linguagens simbólicas, que se apresentam via imagens e por meio das quais se pode entrar mais profundamente no mundo do ser humano.
Dentre as linguagens simbólicas, temos a linguagem dos sons, do toque, da fala, da escrita, dos cheiros, dos sabores, do brincar, das atitudes, das marcas, das posturas, das reações emocionais, do desenho, da arte.
O essencial, então, é tomar como ponto de partida as crianças, suas expressões e seus “dizeres”, tudo são dados concretos que nos oferecem elementos de referência. Toda e qualquer atividade da criança é permeada de linguagens simbólicas e são essas que nos permitem adentrar “realmente” o universo infantil, entendendo que as crianças possuem muitas maneiras diferenciadas de pensar e de aprender.
Por meio das linguagens – que Malaguzzi (Gandini, 1999) nos diz serem cem –, a criança comunica e se expressa para construir novos conhecimentos, dar significado e se apropriar do mundo. Sendo assim, o trabalho e as diferentes vivências com as linguagens concretizarão o desenvolvimento das capacidades para oportunizar à criança estabelecer relações, analisar, comparar, desenvolver valores, atitudes, realizar operações motoras e mentais, fazer analogias, resolver situações-problema com autonomia, descobrir, enfim criar e recriar.
Assim, é importante valorizar a construção de significados pela criança em todas as suas linguagens, que são múltiplas e diversas. A escola e a educação, quando valorizam essencial e primeiramente a escrita, podem acabar por destituir a criança de suas formas mais genuínas de expressão. É na busca de interpretar e recriar o mundo que o aprender a ler e escrever integram a todos os outros recursos que as crianças e nós também temos.
As linguagens não se apresentam isoladamente, fragmentadas. Na prática, elas se interligam e se complementam. Uma atividade proposta traz em si várias linguagens que levam ao desenvolvimento de capacidades, mesmo que, naquele momento, haja uma intencionalidade focada em uma determinada linguagem.
Para efeito de organização didática, este documento apresenta a Natureza, Sociedade e Cultura e o Brincar como eixos estruturadores em torno dos quais as linguagens se desenvolvem.
Proposições Curriculares para a Educação Infantil da PBH.
CRIANÇAS PEQUENAS DE 3 ATÉ 6 ANOS
CRIANÇAS PEQUENAS DE 3 ATÉ 6 ANOS
Para as crianças pequenas, de três até seis anos, as educadoras e professoras apontam na mesma direção no que se refere à concepção de sujeitos de direitos.
Quanto ao desenvolvimento e comportamento, partem daquilo que já apontaram para os bebês, ampliando para um grau de desenvolvimento e aprofundamento das capacidades e possibilidades das crianças. Apresentam como avanço a construção da independência, identidade e construção da autonomia, observando que a criança pequena já faz a diferenciação de si e do outro, passando a considerá-lo nas suas relações.
A criança amplia a sua percepção do corpo, das suas possibilidades motoras, do mundo e de sua representação. Continua construindo a noção de espaço e de tempo. Já é capaz de evocar sujeitos e objetos ausentes. Apresenta ampliação da linguagem oral e diferentes formas de expressão, incluindo o desenho, outras linguagens e a construção de hipóteses sobre a leitura e escrita. Deixa marcas elaboradas com intencionalidade. É criativa, comunicativa, investigativa e competente, assim como as do primeiro ciclo da Educação Infantil.
e competente, assim como as do primeiro ciclo da Educação Infantil.
A criança desse ciclo também precisa de acolhimento, de afeto, cuidados, espaços adequados, estímulos e oportunidades de ter vivências concretas e reais, explorando o mundo à sua volta. Precisa de oportunidades de socialização, de vivenciar atividades cooperativas, de tempo e ajuda para significar suas manifestações, de atividades adequadas e prazerosas.
Consideram que a criança de três até seis anos precisa e gosta de brincar, de alimentar-se, de falar de si, de ouvir e contar histórias e de expressar-se através de várias linguagens.
Também para esse ciclo, valem as considerações relativas às adaptações e oportunidades de acesso ao que as crianças com deficiência gostam e precisam, bem como as especificidades de exploração do mundo por todas elas.
Proposições Curriculares para a Educação Infantil da PBH.
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Crianças de 3 até 6anos
Proposições e os Bebês de 0 a 3 anos

BEBÊS DE 0 ATÉ 3 ANOS
Tratando do comportamento dos bebês de zero até três anos de idade, as educadoras e professoras apontaram que eles vão gradativamente conquistando sua autonomia e dependendo menos dos adultos. Também têm, nessa idade, um tempo de descobrimento de si e do mundo físico e social, quando vão se desenvolvendo e adquirindo o controle da marcha,dos esfíncteres e o progressivo controle do corpo, de uma forma geral. Os bebês, desde muito pequenos, são observadores, espontâneos, autênticos, impulsivos, investigativos, comunicativos, competentes e, às vezes, podem até controlar e manejar o seu entorno. Utilizam o corpo para se comunicar e expressar, o choro é para eles uma forma de linguagem.
Na busca de explorar e conhecer o mundo, eles mordem, batem e apertam os objetos e muitas vezes os seus companheiros. Começam a definir suas preferências pessoais, desde escolher seu “melhor amigo” na sala, como também escolher os brinquedos, alimentos etc. Aos poucos, vão transitando dos estágios da anomia moral para a heteronomia. A “autonomia” é um objetivo de longo prazo na educação, mas nessa época pode ser firmemente propiciada a independência das crianças.
As professoras e educadoras afirmam que os bebês precisam de cuidados, respeito, segurança, espaço físico adequado, tempo para si, estímulos a todos os sentidos, oportunidades para diferentes experimentações, limites, possibilidades para construir uma autoimagem positiva, ser compreendidos.
Necessitam também de uma rotina estruturada, prevendo tempo para o banho e o sono. Gostam e precisam de cuidado, segurança, socialização, afeto e respeito, brincar, descobrir e explorar o ambiente, serem questionadas, repetir atividades e situações, ouvir e contar histórias, explorar a textura, os sons, os movimentos ao brincar com água, terra, pedrinhas, gravetos, entre outros. Importante lembrar ainda que são necessárias adequações para que os bebês com deficiência tenham acesso àquilo de que precisam e gostam.
Com os bebês surdos, por exemplo, toda a exploração da linguagem oral deve ser feita através da Língua Brasileira de Sinais - Libras. Também os bebês com cegueira precisam desenvolver desde cedo o tato, para reconhecer objetos, texturas, temperatura, assim como a audição e o olfato, pois será através da utilização dos demais sentidos que os mesmos serão estimulados e se tornarão mais eficientes. Assim, como nos exemplos citados, as demais deficiências devem ter suas especificidades consideradas. Proposições Curriculares para a Educação Infantil da PBH.
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