Educar significa propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos produzidos pela cultura. Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. Nesse sentido, o ambiente e a rotina de trabalho são organizados para atender às necessidades das crianças, bem como favorecer a socialização, a cooperação e o desenvolvimento autônomo de habilidades.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Autismo: novos caminhos para a aprendizagem
Autismo: novos caminhos para a aprendizagem
O autismo é definido como um transtorno invasivo do desenvolvimento, que se manifesta antes dos três anos
de idade e afeta a evolução do individuo, causando alterações e anomalias.
Vários genes e mutações já foram identificados como relacionados ao transtorno, mas acredita-se também que causas ambientais estejam relacionadas, principalmente as ligadas à vida intrauterina. Além das causas genéticas, são objetos de estudos fatores como a fenilcetonúria não tratada; viroses nos três primeiros meses de gestação; rubéola; toxoplasmose; anoxia e traumatismos no parto.
Atualmente a palavra autismo está associada a diversas síndromes, sendo considerada um “Espectro de Trantornos”. Apesar da variedade de sintomas, o autismo caracteriza-se pela tríade, ou seja, comprometimento em três áreas importantes no desenvolvimento humano: a comunicação, a imaginação e a socialização.
Na comunicação há desvios significativos na linguagem verbal e não-verbal, com dificuldade na expressão facial, linguagem corporal, ritmo e entonação. Por isso, dentro deste espectro vamos encontrar crianças sem linguagem verbal e não-verbal e outras com linguagem repetitiva e não comunicativa. Em autistas com a inteligência preservada é comum a ecolalia, ou seja, repetição e imitação, uma reprodução do diálogo do outro. No entanto, estas repetições são desprovidas de significado, e aparecem em contextos inadequados, e soam de forma estranha e algumas vezes pedante.
Quanto à imaginação, caracteriza-se pela rigidez e inflexibilidade. Existe déficit nos jogos de faz-de-conta e na utilização de mímica, muito observadas nas brincadeiras de crianças. Podem apresentar fixação por assuntos ou temas restritos, geralmente de pouco interesse para os seus pares. Além disso, percebe-se nas brincadeiras maior exploração de objetos e brinquedos, bem como fascínio por objetos peculiares como rodas, espelhos e outros, e por isso permanecem por longos períodos explorando formas, texturas ou simplesmente girando estes objetos, mas as brincadeiras são desprovidas de criatividade.
Embora apresentem um comportamento ritualista, perturbam-se facilmente com mudança de rotinas, como por exemplo, mudança de casa, móveis, lugares e outras.
O comprometimento na área social deve-se a dificuldade na relação com o outro, bem como compartilhar sentimentos, emoções e gostos. Por isso, é comum o autista ser visto como “feliz em seu mundo”. Outra característica bastante comum no autismo é a relação instrumental com o outro, ou seja, ele utiliza-se das pessoas como ferramenta para alcançar o que deseja, como por exemplo, pega a pessoa pela mão e a leva para pegar um objeto, ao invés de tentar pegá-lo.
A partir da tríade acima citada, sabe-se que há prejuízo significativo no aprendizado da criança autista, pois além da dificuldade de socialização, ela não consegue colocar-se no lugar do outro e compreender os fatos a partir de uma nova perspectiva. Há também a falta ou diminuição da capacidade de imitar, que é um dos pré-requisitos para o aprendizado, e embora não se possa dizer que esta característica se aplique a todos os autistas, está presente na maioria dos casos.
É importante que pais, educadores e especialistas conheçam as dificuldades enfrentadas por estas crianças em ambientes educacionais, e possam desenvolver programas alternativos e estratégias de intervenção, pois além do aspecto comportamental, é necessário considerar as dificuldades específicas na aprendizagem, que inclui dificuldades organizacionais, desatenção, problemas em sequenciar, falta de habilidade em generalizar, dentre outras. Além disso, é preciso desenvolver rotinas de estudos sistemáticas e bem estruturadas, a fim de minimizar as dificuldades organizacionais, pois é necessário que a criança aprenda a planejar suas atividades. Para isto, é importante instruções visuais que forneçam pistas, com listas de programação e verificação, para que a mesma possa avaliar concretamente o que fez, o que precisa ser feito e a melhor estratégia para prosseguir.
Existem trabalhos bastante eficientes para auxiliar a aprendizagem do autista, e o TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children – Tratamento e Educação de Crianças Autistas e com Desvantagens na Comunicação), desenvolvido pela Universidade da Carolina do Norte, é um dos modelos educacionais que têm como filosofia propiciar o desenvolvimento adequado e compatível com as potencialidades e a faixa etária de cada indivíduo. Neste modelo é estabelecido um plano de trabalho individual, onde o aprendizado parte de objetos concretos e passa gradativamente para modelos representacionais e simbólicos, de acordo com a evolução do indivíduo.
Vale ressaltar a importância de programas educacionais efetivos, para que a criança possa alcançar a autonomia necessária e possa caminhar de forma equilibrada e independente.
Celeste Chicarelli – celestechicarelli@hotmail.com
Pedagoga graduada pela UEMG
Especialista em Psicopedagogia / Neuroeducação / Neuropsicologia
Método TEACCH
Screener da Síndrome de Irlen
Screener da Síndrome de Irlen
Fonte: revista Guia Meu Bebê.
O Longo Caminho Para a Autonomia
O Longo Caminho Para a Autonomia
Toda criança, ao nascer, parte de um estágio de ausência total de regras e leis.
É ao interagir basicamente com a família que começa a perceber a si mesma e aos outros. Aos poucos, percebe que há coisas que podem e que não podem ser feitas. São os limites, definidos pelo adulto, tão difíceis de serem estabelecidos, mas tão necessários à formação da personalidade.
Sair de um lugar onde o Eu e o Mundo são uma coisa só, para encontrar lá adiante a forma própria de ser e de colocar-se neste mundo, é o longo caminho percorrido rumo à construção da autonomia.
A criança precisa ir aprendendo a lidar com as pequenas frustrações, com as contrariedades e com limites estabelecidos. Isto é necessário e saudável para a construção de uma auto-estima positiva, realista e para seu desenvolvimento sócio-afetivo.
Assim, espera-se que as crianças se tornem, aos poucos, aptas a tomar decisões por elas mesmas, vivenciando e resolvendo pequenos conflitos e desavenças no seu cotidiano.
Entendemos que a construção da autonomia das crianças se faz a partir do momento em que a elas são dadas oportunidades de experienciar relações de cooperação e de respeito mútuo, pelo exemplo dos pais e dos adultos, mais do que as palavras.
Aquela pessoa que a criança respeita e admira terá um enorme peso na construção de seus valores e seu comportamento, pois ela a imitará. É preciso haver coerência entre as palavras e os atos, para que a criança consiga ter um autocontrole, em que a obediência às normas não dependerá mais do olhar dos pais ou de outras pessoas.
Levar uma criança a tornar-se um ser humano autônomo, capaz e consciente do seu papel na sociedade requer alguns princípios básicos norteadores de uma educação que seja firme sem ser autoritária, clara sem ser vazia, consistente sem ser pesada.
Rosangela Assunção
Psicóloga e diretora do Instituto Bem Me Quer.
Psicóloga e diretora do Instituto Bem Me Quer.
Fonte: Revista Guia Meu Bebê.
Doenças de inverno. Mas em setembro???
NNesta O que é laringite?
Nesta semana minha filha mais nova de 2 anos nos passou um susto com uma laringite aguda que veio junto com uma crise de broncoespasmo! Isso mesmo susto, pois como descreve o artigo abaixo a laringite em crianças sensíveis pode desencadear crises severas de falta de ar. Por isso digo e repito, levar ao pediatra é o mais prudente pois uma avaliação médica mais rápida diminui o sofrimento da criança.
A laringite é uma doença viral comum em crianças, caracterizada pelo surgimento súbito da "tosse de cachorro" ("tosse ladrante", no termo médico). Embora a doença não seja em princípio grave, em crianças pequenas ela pode provocar inchaço na laringe e na traquéia, na região da garganta, obstruindo a passagem de ar pelas vias aéreas e dificultando a respiração.
A laringite afeta principalmente crianças de 6 meses a 3 anos, mas pode ocorrer em crianças mais velhas. As épocas de maior ocorrência são o outono e o inverno. ( O nosso clima está mesmo alterado,estamos em pleno inverno em setembro)
A laringite afeta principalmente crianças de 6 meses a 3 anos, mas pode ocorrer em crianças mais velhas. As épocas de maior ocorrência são o outono e o inverno. ( O nosso clima está mesmo alterado,estamos em pleno inverno em setembro)
Quais são os sintomas?
A tosse é muito característica, e se parece mesmo com o latido de um cachorro, ou às vezes com o som emitido por uma foca. Ela surge na maioria das vezes no meio da noite. Na maioria dos casos, no entanto, a doença é menos grave do que parece pelo som da tosse. A criança também pode ficar rouca e ter febre baixa.O mais comum é você ser acordada de madrugada e descobrir que o resfriadinho do seu filho virou uma tosse horrenda. É bem provável que seu filho esteja acordado, sentado, assustado com a tosse. O choro da criança piora a situação, por isso o melhor é tentar acalmá-la e ajudá-la o mais rápido possível.
O consolo é que a laringite costuma ser pior nas duas ou três primeiras noites, e normalmente vai embora sozinha depois de uma semana.
Como se trata a laringite?
Como a laringite é causada por vírus, não adianta dar antibiótico. Mas dá para aliviar bem os sintomas com soluções caseiras:- Ligue o chuveiro na temperatura mais quente possível e feche a porta do banheiro, transformando-o numa "sauna".
- Entre no banheiro com a criança e fique lá pelo menos 15 minutos, tentando acalmá-la. Vale ler uma história ou cantar para ela. O vapor vai ajudar a amenizar a tosse e talvez ela consiga dormir de novo.
- O ar frio também parece reduzir o inchaço nas vias aéreas, por isso você pode abrir uma janela e deixar a criança respirar um pouco o ar fresco da noite. (Minha nota:eu jamais faria isso vendo o que minha filha passou...)
- O uso de um vaporizador (siga as orientações do pediatra para a limpeza do aparelho) ou a inalação com soro fisiológico também podem ajudar.
- Dê bastante líquido para seu filho.
Não dê xarope, pois esse tipo de remédio não alivia a tosse causada por laringite.
Quando preciso procurar o médico?
Se você estiver assustada, com a impressão de que a garganta do seu filho vai fechar, telefone imediatamente para o médico ou leve a criança ao pronto-socorro, mesmo que seja no meio da madrugada.Procure atendimento rápido se a criança estiver fazendo muito barulho para respirar mesmo em repouso. Esse barulho ocorre quando ela inspira, e é chamado de "estridor laríngeo" -- um sinal de alerta. Busque atendimento se os tratamentos caseiros não adiantarem ou se a febre passar de 39 graus. ( Minha filha teve dificuldade respiratória e uma dor aguda abaixo do diafragma,na barriguinha,além da febre constante, que só cessava com antitérmicos alternados)
Excesso de baba pode ser também um sinal de alerta para uma doença mais grave, causada por bactérias, chamada epiglotite (a vacina contra o Haemophilus influenzae praticamente eliminou a epiglotite, felizmente).
O médico pode receitar algum tipo de medicamento corticosteróide ou então uma inalação com remédios. Se achar que o caso é mais grave, pode orientar você a levar seu filho ao pronto-socorro.
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faringite aguda
domingo, 7 de setembro de 2014
Mais momentos do nosso piquenique na Praça do Castelo.
Piqueniques em família são ótimos momentos para estreitar laços que permitem à família sair de casa e respirar ar puro. Quando terminam de comer, as famílias podem aproveitar o tempo juntas para fazer várias atividades próprias para ambientes abertos como as praças. Muitos pedidos para que a Festa da família 2014 seja na Praça, com piquenique de novo ... Obaaa !!!
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Semana da Ed. Infantil
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
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