Educar significa propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos produzidos pela cultura. Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. Nesse sentido, o ambiente e a rotina de trabalho são organizados para atender às necessidades das crianças, bem como favorecer a socialização, a cooperação e o desenvolvimento autônomo de habilidades.
quarta-feira, 7 de julho de 2021
O cotidiano vivido na Educação Infantil .
quinta-feira, 24 de junho de 2021
O QUE FAÇO QUANDO UMA CRIANÇA FICA COM MEDO DA HISTÓRIA DO LIVRO?
Só mesmo uma equipe de curadoria que ama livros e possui ampla experiência na formação de leitores poderia criar uma aldeia de leitores. A Taba!DEIXO AQUI UM DOS TEMAS BACANAS DEBATIDOS POR LÁ... CLIC NO LINK LOGO ABAIXO DO TÍTULO ( A TABA) PARA CONHECER ESSE TRABALHO INCRÍVEL E DE MUITA QUALIDADE! Há uma dúvida recorrente que chega aqui na Taba: o que eu faço quando uma criança fica com medo do livro? O psicólogo e escritor Ilan Brenman, que participou semana passada do nosso Ciclo de Conversas, trouxe muitas reflexões acerca dessa dúvida. Se você não viu, pode assistir lá no Youtube da Taba. “As histórias sem perigo [aquelas que excluem personagens maus, os vilões] não dialogam em nada com os anseios da criança. As crianças dialogam com as sensações do medo, da coragem. O lobo mau da história fala sobre a gente. [...] A beleza da literatura é a metáfora, o simbólico. As pessoas estão perdendo a capacidade de entender simbólico. É justamente na infância que o contato com esse universo se faz importante”, pontuou o escritor. "O mal, que se revela dentro e fora de nós, precisa ser nomeado e conhecido. É esse encontro que protege a inocência. Só em contato nossos próprios lobos e bruxas, nossos próprios medos é que podemos reconhecê-los nos outros e em nós mesmos para, então, decidirmos enfrentá-los", afirma Denise Guilherme - idealizadora da Taba, em artigo sobre o tema publicado em nosso blog. Assim, por meio das histórias conseguimos também ajudar as crianças a se fortalecer e enfrentar seus medos. Damos a elas a possibilidade do enfretamento no mundo imaginário, que é mais seguro. Ler ou não ler? Eis a questão!Às vezes, nós adultos - pais e professors - ficamos sem saber como lidar com essas situações. É daí que vem a dúvida sobre o que fazer. O psicólogo Alexandre Coimbra do Amaral falou sobre isso conosco também. “A experiência de ler um livro que promova ou desperte uma emoção ou sentimento na criança que eu (enquanto mãe ou pai) não estou preparado para lidar é um aprendizado para mim. Não preciso ter a resposta certa ou saber o que fazer com isso, mas posso sentir com a minha criança. Essa é uma forma também de mostrar para a criança que é normal sentir medo, que vamos passar por essas experiências ao longo da vida e vamos aprender a enfrentar”, reflete. Na Taba se acredita que as boas experiências e práticas de leitura contribuem para que possamos nos conhecer melhor – crianças e adultos também –, ampliar o repertório de sentimentos e saber como expressar as emoções. Isso tudo a partir do diálogo, da troca e da escuta do outro e de si, coisas que uma boa conversa podem proporcionar! E por falar em conversa, depois que crescem as crianças deixam de ler? Será? É sobre isso que se falou com a Bel Santos Mayer e o Bruninho, no sexto encontro do nosso Ciclo de Conversas sobre Leitura e Formação de Leitores, que você vê no YouTube, Facebook e Instagram da Taba. |
terça-feira, 30 de junho de 2020
Em tempo de pandemia, para quem está no último ano da educação infantil ,não se desespere com a alfabetização.
Como entender a mudança para 9 anos do Ensino Fundamental? - 13/03/2007
Em janeiro de 2006, o Senado aprovou o Projeto de lei n° 144/2005 que estabelece a duração mínima de 9 (nove) anos para o Ensino Fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 (seis) anos de idade. Em fevereiro de 2006 o Presidente da República sancionou a lei n° 11.274 que regulamenta o Ensino Fundamental de 9 anos. A legislação prevê que sua medida deverá ser implantada até 2010 pelos Municípios, Estados e Distrito Federal.
Em resumo o que ocorreu foi que o Pré da Educação Infantil passou a fazer parte do Ensino Fundamental, sendo agora o 1° Ano desse ciclo. O Ensino Fundamental será organizado com cinco anos iniciais para crianças de 6 a 10 anos e, com quatro anos finais, para adolescentes de 11 a 14 anos.
O 1° Ano do Ensino Fundamental deverá manter sua identidade pedagógica e de instalações, observando, ainda, as orientações do Ministério da Educação de que a entrada no novo fundamental não pode representar uma ruptura com o processo anterior, vivido pelas crianças em casa ou na instituição de Educação Infantil, mas sim uma forma de dar continuidade as suas experiências para que elas, gradativamente, sistematizem os conhecimentos.
Observe a tabela de equivalência entre os regimes de 8 e 9 anos do Ensino Fundamental:
SÉRIE – Regime de 8 anos | ANO – Regime de 9 anos |
Pré – Educação Infantil | 1° ANO |
1ª Série | 2° ANO |
2ª Série | 3° ANO |
3ª Série | 4° ANO |
4ª Série | 5° ANO |
5ª Série | 6° ANO |
6ª Série | 7° ANO |
7ª Série | 8° ANO |
8ª Série | 9° ANO |
Para exemplificar: O aluno que cursou a 3ª série em 2006, cursará em 2007 o 5° ano do Ensino Fundamental, mas o conteúdo que será trabalhado equivalerá ao da antiga 4ª série. Em caso de transferência, o que poderá acontecer é que os pais acabarão encontrando algumas escolas que ainda não aplicaram a lei em 2007, e o aluno deverá se encaixar na série adequada a sua idade cronológica e conhecimentos pedagógicos, não esquecendo que essa regularização deverá ser feita pela escola até o ano de 2010.
Para uma melhor compreensão das mudanças, o Portal do MEC colocou a disposição de Educadores, Gestores, Pais e interessados documentos para download sobre o Programa Ampliação do Ensino Fundamental para Nove Anos.
Dentre as leituras recomendadas encontramos uma obra muito interessante e ricamente elaborada por especialistas em Educação de crianças desta faixa etária intitulada: Ensino Fundamental de Nove Anos: Orientações para a Inclusão da Criança de Seis Anos de Idade. A obra é composta por nove capítulos:
- A infância e sua singularidade;
- A infância na escola e na vida: uma relação fundamental;
- O brincar como um modo de ser e estar no mundo;
- As diversas expressões e o desenvolvimento da criança na escola;
- As crianças de seis anos e as áreas do conhecimento;
- Letramento e alfabetização: pensando a prática pedagógica;
- A organização do trabalho pedagógico: alfabetização e letramento como eixos organizadores;
- Avaliação e aprendizagem na escola: a prática pedagógica como eixo da reflexão e
- Modalidades organizativas do trabalho pedagógico: uma possibilidade.
No Portal do MEC encontramos também as Perguntas mais freqüentes sobre o assunto e as respostas do Departamento de Políticas Educacionais da Secretaria de Educação Básica. Comunicação e Informação são pressupostos importantes para se obter sucesso na implementação da Lei, baseado nessa premissa acessar o site http://portal.mec.gov.br/seb pode ser um bom caminho para começar a estudar o assunto.
Finalizando, toda mudança provoca sentimentos de insegurança, resistência e muitas vezes de indignação no meio educacional. Educadores se manifestam temendo os “modismos” e questionam a falta de preparo para a implantação de medidas tão significativas.
Os Gestores realizam “malabarismos” para adequar espaço, tempo, formação dos educadores e organização administrativa para garantir a execução das Leis e Normas Educacionais.
Os pais não conseguem compreender as mudanças, confusos procuram as escolas e não obtém as respostas que acalmam suas inquietações.
E os alunos? Hoje, não conseguem entender em que série se encontram, “arrastam” suas dificuldades, independente da forma de organização do sistema de ensino.
Na verdade, o que todos querem é uma Educação de Qualidade, portanto, vamos acreditar, buscar a informação, conhecer, colaborar com a escola, participar e cobrar que os resultados se apresentem no aprendizado dos alunos.
Assim, poderemos evitar a tristeza de ver o nosso país figurando com os piores índices nos instrumentos nacionais e internacionais de avaliação do sistema educacional. Precisamos garantir que os alunos próximos do término da educação obrigatória tenham adquirido conhecimentos e habilidades essenciais para a participação efetiva na sociedade. As questões que devem ser respondidas são: até que ponto os jovens adultos estão preparados para enfrentar os desafios do futuro? Eles são capazes de analisar, raciocinar e comunicar suas idéias efetivamente? Têm capacidade para continuar aprendendo pela vida toda?
O desempenho esperado dos alunos vai além do currículo escolar, enfoca competências necessárias à vida moderna e sua efetiva participação na construção de uma sociedade melhor.
Elisete Oliveira Santos Baruel
Pedagoga e Relações Institucionais do Portal Planeta Educação; Especialização Pedagógica na Área da Aprendizagem (USP); Extensão Universitária do Programa de Filosofia para Crianças (UNITAU); Cursando MBA em Gestão em Educação e Novas Modalidades de Ensino.
Sheila Cristina de Almeida e Silva Machado
Graduada em Pedagogia; Especializada em Orientação Educacional; Pós - Graduada em Psicopedagogia; Atua como Orientadora Educacional no Instituto de Educação Renascença.
Em tempo de pandemia, o cuidar ganha espaço na linha de frente dos debates !!
Na Educação Infantil essa relação com o cuidar é inerente à prática, quando eu fiz o concurso para Professora na Educação Infantil em 2003,o tema da redação era sobre educação e cuidado como indissociáveis no processo educacional. E assim, desde o berçário até a idade de 5 a 6 anos os dois temas se relacionam integralmente durante toda a permanência da criança na escola, além do trabalho com as famílias para fazerem parte de toda a proposta.
segunda-feira, 29 de junho de 2020
Sobre dar limites à criança e a educação com respeito e conexão. Dra. Ana Paula Cury
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sexta-feira, 19 de junho de 2020
Vamos falar sobre elogios com Mari Lacerda!
Mariana Lacerda Gontijo Treinamentos CIA LTDA - Todos os direitos reservados
R. Icaraí, 555, Caiçaras, Belo Horizonte - MG - CEP: 30770-160
MARIANA LACERDA
Mariana Lacerda é TERAPEUTA OCUPACIONAL, MESTRE em Ciências da Reabilitação e DOUTORANDA em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFMG e EDUCADORA PARENTAL em Disciplina Positiva certificada pela Positive Discipline Association.
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Como elogiar a criança e desenvolver sua autoaceitação ao mesmo tempo?
“O que você achou é mais importante do que eu achei!”;
“Como você se sentiu fazendo isso?”;
“O que você sente no seu coração?”;
“Parece que está feliz com o que fez! Parece que está orgulhoso(a) de você mesmo(a), né?”:
“Você deve estar orgulhoso(a) de você mesmo”.
Está tudo bem responder para a criança quando ela busca nossa aprovação, mas devemos sempre trazer de volta para ela o senso de autoaprovação.
Eu posso até querer saber o que os outros pensam, mas o que vale mais?
quarta-feira, 17 de junho de 2020
Vamos conversar sobre obediência e cooperação ? Conversas com Mariana Lacerda.
Mariana Lacerda Gontijo Treinamentos CIA LTDA - Todos os direitos reservados
R. Icaraí, 555, Caiçaras, Belo Horizonte - MG - CEP: 30770-160
MARIANA LACERDA
Mariana Lacerda é TERAPEUTA OCUPACIONAL, MESTRE em Ciências da Reabilitação e DOUTORANDA em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFMG e EDUCADORA PARENTAL em Disciplina Positiva certificada pela Positive Discipline Association.
Mari, meu filho é muito desobediente, não sei como posso lidar com isso."
Muitos de nós temos uma tendência a focar na questão da obediência, em desejar que as crianças façam tudo que queremos, exatamente como queremos, no nosso tempo, no nosso ritmo e do nosso jeito.
E a grande questão da obediência é que, muitas vezes, a criança não entra em contato com aquilo que faz sentido para ela. Você pode estar se perguntando agora: “mas como as crianças não têm noção do que é certo e errado, devemos fazer isso como pais, não?”
Sim, em um processo de amadurecimento, é natural a criança não ter tanta consciência e, claro, a mesma experiência que os adultos, em saber o que é certo e errado. Mas quando falamos de Disciplina Positiva, de Educação com Respeito, de trazer a criança para a cooperação, não quer dizer que ela vai decidir sozinha.
Por isso, confundimos os conceitos “cooperar” e “obedecer”.
O que é a obediência e como se dá?
Quando queremos fazer a criança nos obedecer é porque não a envolvemos no processo, apenas tomamos decisões nem sempre respeitosas e sem uma escuta empática diante dela, das suas necessidades e sentimentos.
Consideramos o que é importante para a gente, como se só importasse o que, na nossa cabeça, precisa ser feito. Dessa maneira, usamos ferramentas e estratégias que não estimulam o autoconhecimento dela, ela não entra em contato com essa reflexão sobre o que é importante para ela, pois se encontra em um processo automático de responder ao desejo do outro.
Nesse fluxo, a criança entra em um padrão de fazer as coisas para agradar o outro. “Eu preciso ser obediente porque isso agrada e, para eu ser amada, preciso agradar”.
Na cooperação, a criança pensa “por que que eu preciso fazer as coisas?” e “é importante para mim também?”. Assim, ela revê sua responsabilidade, seus valores e vontades. Então, o “porque” é completamente diferente.
Se na obediência o “porque” fazer é para agradar o outro, porque o outro me pediu, o outro só vai me amar se eu fizer, e se eu não fizer não vou ser amado ou vou receber uma punição, na cooperação vamos além.
Na cooperação, “eu faço porque entendo que isso realmente é importante para minha vida, para as pessoas ao meu redor, para minha família e para minha casa”. Na cooperação, conseguimos trabalhar autodisciplina e muita responsabilidade.
Quando estamos presos na obediência, se o adulto não estiver lá para cobrar a criança, ela não vai fazer, porque não desenvolveu dentro dela essa questão da auto responsabilidade e de autoconsciência.
Mas, quando a gente trabalha na cooperação, a criança faz mesmo que você não esteja lá para cobrar dela, porque ela se sente compreendida e que o ponto de vista dela foi levado em conta.
Jane Nelsen, criadora da Disciplina Positiva, desenvolveu “quatro passos para conseguirmos cooperação”. Vamos conhecê-los?
1° passo
O primeiro passo é expressarmos compreensão pelo sentimento da criança, fazer um esforço de confirmar com a criança para saber se estamos entendendo o que ela está sentindo.
Se ela não quer fazer algo num determinado momento, precisamos identificar: é frustração, cansaço, irritação, desejo de continuar na tarefa de antes…
Então, primeiro vem a compreensão do sentimento da criança.
2° passo
Mostrar empatia sem necessariamente concordar — não significa que você vai dar permissão: “eu entendo que você está frustrado e não quer organizar sua mochila para escola agora, então eu vou concordar que você não precisa organizar”, não é isso!
“Entendo que você está frustrado porque tem que parar de brincar para organizar o seu material escolar, eu me coloco no seu lugar — que é a empatia —, compreendo como você se sente, mas, é necessário para você se organizar e ter um dia melhor na escola” .
Por isso que cooperação não tem a ver com permissividade. Uma boa dica é mostrar para a criança que a gente também já se sentiu assim: “muitas vezes, eu também me sinto frustrado quando tenho que interromper uma coisa que eu gosto tanto de fazer para organizar as coisas”.
3° passo
Podemos e devemos compartilhar nossos sentimentos e percepções. Se você fizer esses três primeiros passos, pode ter certeza que a criança vai estar muito mais aberta para escutar o que precisa fazer depois, porque se sentirá acolhida, que você está entendendo o sentimentos e que está sendo vista.
4° passo
Convidar a criança a pensar em uma solução. Você pode perguntar: “tem alguma ideia de como que a gente pode resolver esse problema ou como evitar esse problema no futuro?” Se for uma criança mais nova e ela ainda não souber dizer tantas palavras, e mesmo se for uma criança mais velha, ofereça algumas sugestões para chegarem em um consenso e no equilíbrio.
Essa é a diferença da gente trabalhar cooperação, envolver a criança no processo de resolução de problemas e de tomada de decisão, ao invés de simplesmente obedecer e fazer “porque estou mandando, sou o pai e ou a mãe”.
A nossa postura se torna completamente diferente, e a resposta da criança diante dessas situações também.
Fez sentido para você?
Com amor, Mari.
Se você quer saber mais sobre estes temas e discussões nas redes sociais da Mari Lacerda tem muito mais !!! Corre lá!!!




