Para o corpo docente

ROTEIRO DE OBSERVAÇÕES DO 2º SEMESTRE.

Este  roteiro objetiva auxiliar a elaboração do relatório semestral individual das crianças. O professor deverá usá-lo apenas como guia, completando-o e alterando-o, se necessário. O texto deverá ser feito de forma livre podendo ser dividido em tópicos.
Em relação à Avaliação na Educação Infantil cabe ressaltar que esse assunto é tratado por autores brasileiros e estrangeiros por linhas teóricas diferentes. Diante dessa premissa vamos nos embasar na Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional, nos Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil e nas Proposições Curriculares para a Educação Infantil.

Os itens a serem observados nos relatórios foram definidos pelas áreas do conhecimento: Proposição Curricular estabelece para o trabalho na Educação Infantil sete linguagens, que representam aqui as múltiplas linguagens que as crianças utilizam articuladamente: Artes plásticas visuais, Linguagem corporal, Linguagem digital, Linguagem escrita, Linguagem musical, Linguagem matemática, Linguagem oral.
Lembramos que as capacidades apontadas para serem desenvolvidas por meio das linguagens (conforme estamos estudando) estão abertas ao enriquecimento, à investigação, à pesquisa, ao estudo, à complementação, ao aprofundamento, processos que devem orientar toda a prática pedagógica dos profissionais envolvidos na Educação Infantil.

O RESTANTE E OS DETALHES DA APOSTILA SOBRE A ELABORAÇÃO DOS RELATÓRIOS, ESTÃO AQUI ! ACESSE QUANDO NECESSÁRIO, ELA ESTÁ BEM COMPLETA. 

Sobre esse "esqueleto de observações",  procure enxergar as características dos seus alunos dentro de cada descrição e acrescente particularidades que enriqueçam seu relatório.
Para a construção dos relatórios é de extrema importância a sua análise  e observação freqüente sobre os seus alunos e fazer esse registro periodicamente (numa espécie de caderno de registros). Lembrando que sempre que preciso estaremos a disposição para atendê-las  nas dúvidas.

O relato único da prática pedagógica é uma opção de amostra do trabalho anual para todos. E o relatório individual fica mais enxuto, falando do aluno mais especificamente em cada linguagem. Fica a seu critério essa escolha. Postei em outra pagina um exemplo que, ainda que muito extenso, servirá de orientação.

ESQUELETO DE OBSERVAÇÕES.

Iniciando os relatórios.

A adaptação de X , a princípio pareceu-nos difícil, mas com algumas “estratégias” de carinho, aos poucos fomos construindo uma relação de confiança. Hoje demonstra-se feliz e não oferece nenhuma resistência para entrar na escola.

A adaptação de X  aconteceu de forma tranquila, raras vezes ofereceu resistência a separar-se dos pais, logo que entra na sala se distrai com os brinquedos.

X é observador, nas rodinhas, nas atividades, participa com o seu entusiasmo. Mostra-se uma criança carinhosa e afetiva e isso possibilitou o crescimento do nosso vínculo. Socializa-se bem, mas sua determinação gera algumas briguinhas  e até alguns arranhões, e a nossa intervenção se faz necessária.

 Neste semestre passou por um período de oscilação entre querer vir para a escola e não querer, mas logo voltou à rotina de sempre.

Quando chega, abraça forte os colegas e nem sempre é entendido, gosta muito do contato corporal, mas às vezes se atrapalha e acaba brigando.

Neste segundo semestre de 2014, tivemos muitas oportunidades de integração família/escola. Em comemoração à Semana Nacional da Educação Infantil, fizemos um grande encontro com as famílias caminhando até a Pracinha Manuel de Souza Barros que fica próxima da escola,  realizando lá um "picnic" com muita animação e brincadeiras para interagir com eles. Comemoramos os 10 anos de existência da nossa  UMEI, onde as famílias puderam confraternizar com a equipe da escola, e apreciar os trabalhos pedagógicos realizados para o evento. 
Ainda aconteceu a Festa da Família, onde novamente os familiares puderam compartilhar de momentos de alegria e descontração com algumas apresentações artísticas e dos pais da aluna Valentina que contribuíram de forma divertida mostrando seu trabalho com o corpo e movimento.


Mais um ano se passou e Carolina ( A Carolzinha ) fez inúmeros progressos, fez novas amizades e novas conquistas, passando pelo desafio da adaptação aos novatos. Neste semestre passou por um período de fazer um charminho para separar-se dos pais, mas logo voltou à rotina de sempre. Quando chega, fica irritada com  a euforia dos colegas para o seu lado, não gosta muito do contato corporal, ela é quem escolhe pra quem vai dar a mão e se quer fazer isso naquele momento.

Início do 2º semestre, recomeço das aulas. Cada olhar saudoso, cada abraço apertado fez transparecer a alegria das crianças ao reverem colegas e professoras. A chegada dos novos alunos,ou do novo coleguinha ............. e podermos estar em nossa sala, nosso cantinho especial, foram motivos de alegria para todos nós.

Iniciou o semestre com a mesma alegria contagiante de sempre. Continua muito sapeca e fofa(o)! Não tem quem não se renda ao seu carisma.

Aos poucos,fomos retomando nossa rotina, com as rodas de conversa, os jogos, as brincadeiras e o cumprimento dos combinados.

Nesta fase o ritmo de conquistas permanece acelerado. Agora, mais segurO do lugar que ocupa no mundo e no coração dos pais, O pequenO explorador decide descobrir.

A capacidade de entregar, trocar e devolver, representa “um passo” na direção aos primeiros amiguinhos. Nesta   idade a socialização se intensifica. Mas é bem provável que algumas vezes se esqueça do que aprendeu e se torne irascível na defesa do que não é seu ! ! Para X, “ o que é meu, é meu; se o que é do outro a interessa então abre mão, mas caso contrário, nem pensar!
 Continua sua grande amizade com  ... , entre brigas e afetos, os dois se entendem, é muito legal ver o carinho que um tem pelo outro.


X tem muitas informações. Parecido, diferente, na frente, atrás, depois, igual ... é uma curiosidade a toda prova. Precisa experimentar tudo, a todo instante.
“ A criança tem noção do seu tamanho quando se espicha para alcançar  o que deseja, quando se encolhe para caber dentro de uma caixa ... Ela aprende a controlar os esfíncteres e também aprende o que significa  “prender-soltar”, “fechado-dentro-fora” e tantas outras noções que as experiências corporais propiciam. ”  

(Maternal/ turma de 1-2 anos)
Já usa o “EU”. Para afirmar sua jovem personalidade precisa juntar a essa individualização ( um ser que ocupa um espaço) uma palavrinha pequena, porém, forte. E para isso escolhe o NÃO. “Eu não quero”, diz com a autoridade de quem parece saber o que quer. E o que quer já se sabe: opor-se, ser notado, permanecer o centro das atenções.

fase de oposição é um outro processo fundamental no processo de construção do sujeito. Opor-se significa, em certo sentido, diferenciar-se do outro, afirmar seu ponto de vista, os seus desejos. Mas também é importante lembrar que a recusa da criança sempre  exige uma resposta: favorável ou não !
A criança demonstra que tem auto-imagem quando se reconhece em uma fotografia, quando se sente bonita com determinada roupa e quando se acha parecida com alguém...

Rotina para o berçário 
Quando acordados os bebês cumprem uma rotina tranquila – desenvolvida e aperfeiçoada constantemente – composta por exercícios que visam a estimulação dos seus sentidos: aguçar a audição, o olfato, o tato, a visão e o paladar. Através de brincadeiras , as crianças são estimuladas rolando sobre superfícies especiais, engatinhando atrás de uma bola, reproduzindo gestos ao ouvir uma música, escutando histórias de livros, além do estímulo ao andar, engatinhar, sentar, alcançar e nomear objetos, jogos de empilhar, subir e descer degraus, tatear objetos, sentir odores, exercícios com bandinha de papel, brincadeiras com mingau, amassar papéis, tocar instrumentos, brincadeiras com panelas, rolar em objetos, fazer caretas no espelho, massagem corporal, chocalhos, bolas, rasgar papéis, amassar esponjas, sons que aparecem e desaparecem, estimulações visuais nos murais e papéis coloridos, entre outros.
A música e as artes plásticas também estão presentes em momentos da rotina do bebê, para que ele exercite suas potencialidades rítmicas e motoras: batendo palmas, cantando em seus primeiros sons, iniciando o seu engatinhar. 

Trabalho com o nome próprio. turmas de 3 a 5 anos.

O trabalho com os nomes tem a função de propiciar o contato com a língua portuguesa de forma mais significativa. Por meio de atividades variadas, as crianças tem oportunidade de identificar e reproduzir o próprio nome e os dos colegas, brincando com as letras que os compõem. Comparando-os,as crianças estabelecem relações e constroem as primeiras hipóteses de escrita. A lista de nomes da turma é o primeiro contato com os variados tipos de texto que trabalhamos. Receitas, poesias, músicas e  parlendas também foram trabalhadas no  semestre.

Situações matemáticas.
O conceito de número é construído aos poucos pela criança em situações cotidianas, como: contar os colegas presentes, separar e dividir o material a ser utilizado no dia. Usamos as mais diversas situações do dia para trabalhar com a matemática e resolução de problemas. Como: .....coleção de tampinhas, mercadinho...

Outra atividade realizada foi o resgate de jogos, brinquedos e brincadeiras infantis como, por exemplo, jogos com sucata, de dados, bingo de letras e números, etc. Alguns objetivos alcançados foram trabalhar,informalmente, a contagem, algumas noções de adição e subtração, além da concentração e cumprimento das  regras dos jogos.

               
Quanto ao projeto que realizamos (Nome do projeto: “Vamos brincar com a música!”) participou com prazer das atividades propostas por nós, educadoras, e se revelou um ótimo cantor, um charme!  Concentra-se agora  por um tempo maior, o que facilita sua interação nas atividades. Nomeia e identifica as cores primárias e algumas secundárias!

Participa mais da vida em grupo e gosta disso, pedir que faça pequenas tarefas como distribuir o lanche, entregar algo para a Jac ou a Sheila, faz com que se sinta integrante desse grupo e orgulhosO  no prazer de participar de fato.

Quanto ao projeto que realizamos (“Vamos brincar com a música!”) participou com prazer das atividades propostas por nós, educadoras, mas, quando gravamos as falas para o Cd, não quis dar nem uma “palhinha” pra gente, ficava  observando e só cantava depois, nada de gravações! Respeitamos sua vontade.  Concentra-se agora  por um tempo maior, o que facilita sua interação nas atividades.

O projeto “Vamos brincar com a música”, cresceu, participou e colhemos bons frutos em seu processo. Conquistamos o nosso espaço, participando dos eventos da escola,  dando a nossa “pequena” contribuição, do nosso jeito, com a nossa essência.

No decorrer do semestre demos continuidade ao projeto "Ciranda de poemas". Nesta etapa os pais enviaram-nos novos poemas a fim de enriquecer o trabalho. Logo depois, iniciamos o sistema de rodízio do livro com a coletânea de poesias, produzido pela turma junto com a professora.  Cada criança levou a obra de arte  para ler junto com a família, atividade essa que estimula a leitura.

À título de conclusão do trabalho com as cantigas, a turma estrelou o " Fim de tarde musical". Com seus instrumentos, feitos com a ajuda da família, apresentaram canções que elas próprias escolheram para cantar para a platéia de amiguinhos da escola.

A contação de histórias é também uma atividade cotidiana, estimulando  a curiosidade de leitor e o incentivo à imaginação, que trabalham intensamente para a futura descoberta do mundo das palavras.

O envolvimento das crianças e das famílias, muito contribuíram para que o nosso maior objetivo fosse alcançado:  propiciar o desenvolvimento integral de uma criança feliz!

As brincadeiras do primeiro semestre, seguiram-se neste segundo servindo de base para que X  pudesse agora criar as suas próprias brincadeiras e socializá-las conosco, participar desta nova etapa para nós é um retorno muito gratificante.

Atividades como brincar, cantar, experimentar, construir e expressar-se continuaram presentes durante todo o 2º semestre.  O trabalho com o corpo não deixou de ser explorado, pois, sabe-se que, através dele, a aprendizagem acontece e fica registrada por toda vida.
               
O pátio coberto e os parquinhos ainda são seus lugares preferidos onde, exercita seu equilíbrio motor fazendo “ mil peripécias “.

O pátio coberto e os parquinhos  são seus lugares preferidos onde, exercita seu equilíbrio motor fazendo “ mil peripécias “. Sobe e desce as escadas sozinho( somente para os pequenos 1,2 e 3 anos), escorrega e sobe pelo escorregador sem o menor medo.

Nas brincadeiras de faz-de-conta de falar ao telefone, por exemplo, as crianças tentam imitar as expressões e entonações que escutam dos adultos. Podem construir e reconstruir, em suas brincadeiras fragmentos estruturais de frases, apoiando-se também em músicas , rimas , parlendas, e jogos verbais existentes ou inventados. Experimentando possibilidades de manutenção dos diálogos, negociando sentidos para serem ouvidas, compreendidas e obterem resposta.”

Os jogos e brincadeiras proporcionam às crianças momentos lúdicos e prazerosos,provocam ação, permitem o confronto de ideias e as encorajam a pensar de maneira autônoma. Jogar, brincar de faz-de-conta são recursos valiosos para o desenvolvimento do raciocínio e dos aspectos emocionais das crianças. Trabalhamos em sala com estes jogos ........
                              
Mesmo compreendendo claramente os combinados, às vezes, tenta burlá-los para conseguir o que quer, cabe a nós, relembrar, negociar e colocar em prática a razão.

“ A aquisição dos limites do próprio corpo é um aspecto importante do processo de diferenciação  do eu e do outro e da construção da identidade. Por meio das explorações que faz, do contato físico com outras pessoas, da observação daqueles com quem convive, a criança aprende sobre o mundo, sobre si mesma e comunica-se.”

Quanto a linguagem, X está se fazendo entender, fala palavras soltas, tenta formar pequenas frases, folheia livros com interesse, realizando pseudo-leituras, conforme sua idade (“reconta” parte das histórias, do seu jeito, apontando os objetos e personagens que identifica).

Quanto a linguagem, X  progrediu muito, já constrói frases e períodos maiores com total clareza, ajuda a contar e “ler” histórias contribuindo com o entusiasmo manifestado através de suas emoções ! Gosta mesmo é de tagarelar pela sala com os colegas e educadoras, sempre buscando ou trazendo novidades.

X avançou em sua linguagem, perguntando e respondendo, elaborando hipóteses e raciocínios rapidamente, quer estar à frente de tudo e fazer as coisas sozinho; isso às vezes traz alguns conflitos, demandando a nossa ponderação.

As aulas de arte, movimento  e música estão sendo muito curtidas pelas crianças,  X aproveita cada minutinho fazendo e acontecendo, e a hora de ir  embora da escola é uma lástima!
                                 
Seu equilíbrio motor, busca desafios maiores, como pular um degrau da escada, o banco no parquinho, a cadeirinha da sala; quer correr mais do que dá conta,    “ eu sou um sucesso”. As vezes é necessário pedir que se contenha pois o perigo de cair e se machucar fica eminente.
               
Adora fazer suas garatujas individuais ou em grupo, já considera o limite do espaço a se usar, principalmente se isso for combinado previamente, já faz seus rabiscos circulares ou tenta fazer seus rabiscos circulares.
               
Perante frustrações e conflitos, está reagindo com um choro intenso, algumas vezes até aparece uma birrinha, mas se acalma com a nossa intervenção. Continuamos incentivando a linguagem verbal, questionando seus desejos e ansiedades, ponderando sempre.

Perante frustrações e conflitos, está reagindo com um choro intenso, se acalmando com a nossa intervenção. Está mais dependende do bico e da fralda nestes momentos. Continuamos incentivando a linguagem verbal, questionando seus desejos e ansiedades, ponderando sempre.

Perante frustrações e conflitos, está reagindo com um choro intenso, se acalmando com a nossa intervenção, observamos que está mais “increnquinha”, quer brincar de luta com os colegas, quer subir em cima deles e isso acaba em briga de verdade na maioria das vezes . Continuamos incentivando a linguagem verbal, questionando seus desejos e ansiedades, ponderando sempre.

Quanto ao desfralde estamos oferecendo  o vaso sanitário, deixando um período sem fralda, utilizando a cueca  a calcinha, exceto quando há mudanças de temperatura. X está ficando seco por um longo período, mas ainda  está tentando se controlar , consideramos importante criar um clima de tranquilidade e respeito a individualidade de cada um para obtermos sucesso nesta etapa.

Seu desfralde está com o desenvolvimento tranquilo, utilizando o vaso sanitário.  X demonstrou-se muito seguro nesse processo. Fica todo orgulhoso quando fala que não usa mais fraldinha! Mas é bom lembrar que ainda podem haver regressões e que a calma e a paciência são importantes nesse momento.

“Outra consequência  que decorre do controle esfincteriano é o favorecimento  da exploração dos órgãos genitais, antes escondidos pelas fraldas. Aumenta a curiosidade por seus próprios órgãos, podendo entregar-se a manipulações por meio das quais pesquisam as sensações e o prazer que elas produzem.” X  continua “mexendo dentro do short” no momento do relaxamento, às vezes , até dorme nesta posição, consideramos um comportamento normal, mas é bom observar.

Desenvolver hábitos de uma alimentação saudável continuou sendo um dos nossos objetivos. O incentivo à boa alimentação acontece todo dia, esse  momento é prazeroso para a maioria das crianças, poucas não se alimentam aqui na escola.

Ausentou-se em alguns momentos por motivo de saúde, que está mais frágil, sendo medicadA em casa. Sua família contribui com nossas solicitações, traz em ordem seu material, ajudando-nos assim a realizar o nosso trabalho.

Fechamento do semestre

Enfim, acompanhar o desenvolvimento desses pequenininhos que de início, pronunciavam palavras, arriscando frases inteiras, vê-los finalmente, se comunicando,  cantando junto com o CD, ou pelo menos tentando acompanhar a música  é que foi a nossa maior alegria, percebemos que estávamos entrando, de verdade, a partir daquele momento, na  história de cada um.

“Os antigos acreditavam que as palavras eram seres encantados, taças mágicas, transbordantes de poder!
E então, pelo milagre da fantasia, tudo se tornava possível”. (Ruben Alves)

Mais uma vez reforçamos que a pontualidade é item nobre na realização das atividades da escola e agradecemos o apoio e a confiança da família durante todo o ano.

A você X todo o nosso carinho, um beijo de mel e o desejo de muitas conquistas felizes pela frente.

As crianças chegaram ao final do semestre mais maduras e independentes. O trabalho realizado foi muito prazeroso e o apoio de vocês, pais,foi fundamental para esse sucesso. Acreditamos que escola e família devem caminhar juntas na trilha da educação das nossas crianças.

Um abraço!
Carinhosamente, 




Jaqueline Fonseca Viana e Sheila Cristina



 * Citações do Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil. Volume 3.




LUISA (EXEMPLIFICANDO IDADE: 1/2 ANOS).
Faz tão pouco tempo que chegou e aí está a nossa heroína tão cheia de novidades. Agora é hora de correr, subir e descer, pular com os dois pés, de comer na mesa com a família, empunhando colher e garfo sozinha, de tentar se vestir sem ajuda e escolher a roupa, o que comer ... uma determinação a toda prova!
Luisa mostra-se  muito dengosinha,  frágil, de chorinho fácil, está  sapeca e esperta. Quando chega, fica irritada com a euforia dos colegas para o seu lado, não gosta muito desse contato corporal, ela é quem escolhe pra quem vai dar a mão e se quer fazer isso naquele momento.
“ A aquisição dos limites do próprio corpo é um aspecto importante do processo de diferenciação do eu e do outro e da construção da identidade. Por meio das explorações que faz, do contato físico com outras pessoas, da observação daqueles com quem convive, a criança aprende sobre o mundo, sobre si mesma e comunica-se.”
A relação com os colegas e outros adultos é ótima, mesmo que timidamente, sua simpatia e
curiosidade em saber as coisas faz com que as pessoas se aproximem.
Luisa é comunicativa, é um pouco tímida mas e sua alegria é contagiante, nas atividades em sala , nas rodas da história de cada um, se faz presente dando sua contribuição. Adorou mostrar aos colegas a historia de sua vida e apontava tentando explicar os detalhes, sua parte favorita como o parque ou a irmãzinha, seu bichinho de estimação ( o Duque), a avó, os pais, enfim. Afinal essa sou EU.
Mostrou-se inclinada ao “mundo artístico”, cantando toda concentrada no CD da turma, isto sem falar nas danças e coreografias que ensina aos colegas e professoras.
O projeto “Vamos brincar com a música”, cresceu, participou e colhemos bons frutos em seu processo.
Conquistamos o nosso espaço, participando dos eventos da escola, dando a nossa “pequena” contribuição, do nosso jeito, com a nossa essência.
O envolvimento das crianças e das famílias, muito contribuíram para que o nosso maior objetivo fosse alcançado: propiciar o desenvolvimento integral de uma criança feliz!
“O caráter lúdico medeia a ação da criança no mundo. A criança vai além da realidade significada pelo mundo adulto, ao atribuir ao que a cerca um sentido próprio, transgredindo o real. Tal atividade de brincar dá-se no diálogo com o mundo adulto. A criança não apenas transgride através de sua ação lúdica o real, mas também tenta compreendê-lo e significá-lo, brincando de ser adulto, ou seja, imitando -o.
Assim é que o brincar se reveste da maior seriedade e importância para o desenvolvimento infantil.”
Luisa explora o espaço da escola de maneira íntima, brinca com tudo e adora achar cantinhos ainda inexplorados, escorrega, sobe e desce as escadas e pelo escorregador. 
A criança tem noção do seu tamanho quando se espicha para alcançar o que deseja, quando se encolhe para caber dentro de uma caixa ... Ela aprende a controlar os esfíncteres e também aprende o que significa “prender-soltar”, “fechado-dentro-fora” e tantas outras noções que as experiências corporais propiciam.
Luisa,  passeia em sua fantasia quando está ao telefone conversando com alguém, ou quando joga a bola que ainda não é para o colega, é só sua. Acalanta e envolve em paninhos a boneca ou o urso de pelúcia com todo cuidado e zelo para que seu “sono” não seja perturbado.
Esse comportamento permite às crianças manifestarem interesse pelo outro e seu bem-estar.
Perante frustrações e conflitos, está reagindo com um choro intenso, se acalmando com a nossa intervenção. Está mais dependende do “cheiroso” nestes momentos. Continuamos incentivando a linguagem verbal, questionando seus desejos e ansiedades, ponderando sempre.
O momento do lanche também é muito prazeroso. Aproveitamos esse espaço para desenvolver a autonomia das crianças, deixando-as comer sozinhas, limpar a mesa, colocar cascas e restos no lixo, os copos na bandeja. Conversamos muito com elas sobre os alimentos e os hábitos às refeições.
Nestes momentos temos procurado deixá-las fazer as coisas do seu jeito, mesmo sabendo que elas podem sujar-se mais, demorar mais ou fazer diferente de nós adultos. Essas experiências tornam-se gratificantes para elas e para nós, pois vemos as crianças cada vez mais independentes embora confiantes no nosso auxílio quando necessário.
Luisa , está se comunicando muito bem, tenta falar com clareza o que quer embora ainda seja difícil em alguns momentos, se identifica, os colegas, as professoras, outros adultos e crianças da escola. A música é um grande estímulo para que possa se comunicar cantando, por isso no CD eles aparecem tentando cantar sozinhos, do jeito deles e nós só damos um “empurrãozinho”.
Participa mais da vida em grupo e gosta disso, pedir que faça pequenas tarefas como distribuir o lanche, entregar algo para a Jac ou a Sheila, faz com que se sinta integrante desse grupo e orgulhosa no prazer de participar de fato.
Quanto ao controle de esfíncteres estamos oferecendo o vaso sanitário, deixando um período sem fralda, utilizando a calcinha. Luisa está ficando seca por um longo período, mas ainda está tentando se controlar , consideramos importante criar um clima de tranquilidade e respeito a individualidade de cada um para obtermos sucesso nesta etapa.
Ausentou-se em alguns momentos por motivo de saúde, sendo medicada em casa. Sua família contribui com nossas solicitações, traz em ordem seu material, ajudando-nos assim a realizar o nosso trabalho.
“ Cada um de nós teve de passar pelo processo de descobrir a primeira flor e redescobrir o fogo. É um processo demorado e ainda estamos metidos nele, ou espero estarmos. Ainda estamos descobrindo o mundo.”
A você Luisa todo o nosso carinho, um beijinho e o desejo de muitas conquistas felizes pela frente.

Jaqueline Fonseca Viana e Sheila Cristina 
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