sexta-feira, 24 de dezembro de 2010


Feliz Natal
Existem alguns momentos onde todos os anjos descem do Céu e vêm festejar na Terra. Os anjos cantam e dançam uma música que só pode ser ouvida pelo coração. Há uma grande confraternização entre eles e isto sempre acontece no Natal.

Se, na noite de Natal, uma lágrima de emoção insistir em rolar por sua face, nesse momento seu coração estará sendo invadido por estes anjos e sua pulsação entrará no ritmo daquela melodia. Saiba que, nessa hora, o amor de Deus se fará presente em sua alma e que tudo que você desejar será realizado.

Que a paz, o amor e a luz de Deus ilumine toda sua família.
Feliz Natal e um 2011 cheio de alegrias!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Homenagem aos pais


"Uma ocasião,
meu pai pintou a casa toda
de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa,
como ele mesmo dizia,
constantemente amanhecendo".
Adélia Prado.
Desejamos a todos os pais (pai tio, pai avô, pai mãe, pai irmão...)viver os dias com a felicidade do brilho diário do sol, e a paz de criança dormindo!
Feliz dia dos pais!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cadastro escolar


A entrada para o ensino fundamental será para crianças que completam seis anos até 31 de março.
Isso significa garantir à criança um tempo maior na educação infantil.

sexta-feira, 2 de julho de 2010


Olhem só que bacana esse artigo do blog Jardim da alegria, muito educativo! leiam com carinho.
Desfraldamento para iniciantes
Escrito para o BabyCenter Brasil Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil
1 - Tenha certeza de que a criança está pronta
2 - Providencie os equipamentos necessários
3 - Deixe seu filho se acostumar ao penico
4 - Sente-o no penico sem a fralda
5 - Explique o processo
6 - Incentive seu filho
7 - Capriche na cueca e na calcinha
8 - Tenha muita calma na hora dos acidentes
9 - Comece a fazer o desfraldamento noturno
10 - Parabéns, você conseguiu!

Não é de estranhar que você não veja a hora de seu filho largar logo as fraldas. Afinal vai parecer um sonho não precisar mais trocar fralda a toda hora, sem contar a economia! Mas você sabe quanto tempo demora o processo todo do desfraldamento? É verdade que para algumas crianças o problema todo se resolve em poucos dias. Porém, para a maioria, é um aprendizado que pode levar meses. As chances de sucesso serão muito maiores se a família toda estiver bem informada e deixar bem claro para a criança o que vai acontecer.

1 - Tenha certeza de que a criança está pronta
Existe uma idéia mais ou menos generalizada de que a idade certa para tirar a fralda da criança é por volta dos 2 anos. Mas cada pessoa é diferente e, assim como elas aprendem a andar em momentos distintos, a hora ideal para aprender a fazer xixi e cocô no penico ou na privada pode variar muito. Há algumas crianças que só ficam realmente preparadas para iniciar o desfraldamento quando têm mais de 3 anos. Para saber se é o caso do seu filho, confira nossa lista de sinais de que chegou a hora. Se achar que seu filho não está pronto, resista à pressão da família e da escola, ou então faça uma tentativa sabendo que é provável que tenha de voltar atrás antes que o estresse se instale.

2 - Providencie os equipamentos necessários
Não é nada muito complicado: arranje um penico ou um adaptador para o vaso sanitário, um anel que evita que a criança "caia" dentro da privada. Talvez seja melhor começar com o penico: com os pés apoiados no chão, a criança vai ter mais facilidade para fazer força na hora de fazer cocô. Um livrinho sobre o assunto pode ajudar, mas não é essencial.

3 - Deixe seu filho se acostumar ao penico
Para começar, acostume seu filho a se sentar no penico uma vez por dia, mesmo que ainda sem tirar a roupa. Escolha um momento em que ele costuma fazer cocô -- depois do café da manhã, depois do almoço ou antes do banho. Se ele não quiser se sentar, deixe estar. Nunca force a criança a sentar no penico, nem a segure. E não force a barra se seu filho estiver assustado. As consequências no futuro podem ser bem ruins, principalmente por causa daprisão de ventre. Caso a criança resista a se interessar no desfraldamento, o melhor é esquecer o assunto por algumas semanas, e depois fazer uma nova tentativa. Nessa fase, não precisa nem explicar muito para que serve o penico. O objetivo é só acostumá-lo ao objeto.

4 - Sente-o no penico sem a fralda
Depois da fase de acostumar a criança a sentar no penico, sua meta vai ser convencê-la a sentar sem a fralda. Segure a ansiedade e deixe que ela só se sente ali, para ver como é. E comece a explicar direitinho que é isso que a mamãe e o papai fazem todo dia: sentam lá (no vaso sanitário, no caso de vocês) para fazer as necessidades. Se seu filho captar logo a idéia e já fizer alguma coisa, ótimo! Mas não o force a conseguir. É importante que o interesse no processo seja dele, não seu.

5 - Explique o processo
Uma boa idéia é mostrar para a criança para onde o cocô vai. Quando ele fizer cocô na fralda, leve a fralda suja até o penico e ponha o cocô ali, para mostrar onde é o lugar certo. Depois, esvazie o penico jogando as fezes no vaso sanitário, e dê ao seu filho o privilégio de ajudar a apertar a descarga (só se ele quiser -- há crianças que têm medo). Mostre também que depois é preciso vestir a roupa de novo e lavar as mãos.

6 - Incentive seu filho
Estimule a criança a usar o penico sempre que tiver vontade de fazer xixi ou cocô. Deixe bem claro que basta que você poderá levá-la ao banheiro. Se der, aproveite uma época de calor, que é mais favorável para o processo, e deixe-a circular pelada, com o penico bem à vista. Diga a seu filho que ele pode usar o penico quando quiser, e o lembre de vez em quando. Mas preste atenção: não adianta ficar levando a criança de hora em hora ao banheiro. Você precisa ensiná-la a pedir. Senão, na primeira oportunidade em que você esquecer de levá-la, ou estiver fazendo outra coisa, o xixi vai escapar na roupa mesmo. A comunicação e o controle do esfíncter (que variam, dependendo da maturidade de cada criança) são fundamentais para o processo de desfraldamento.

7 - Capriche na cueca e na calcinha
Cuecas e calcinhas de personagens ou com desenhos fazem sucesso. Você pode fazer um grande carnaval, mostrando ao seu filho como ele é grande e importante por já usar cueca (ou calcinha, no caso de meninas). Mas você não precisa usar a roupa de baixo bonitinha e cara o tempo todo. Arranje também umas bem baratinhas, porque os acidentes serão inevitáveis e as trocas, bem frequentes. Existem também fraldas de treinamento, as chamadas pull-ups. A vantagem é que elas funcionam como fraldas, mas são vestidas como uma calcinha ou cueca, portanto dá para a criança abaixar e levantar sozinha, se quiser ir ao banheiro. Muito mais fácil que abrir e fechar a fralda. O inconveniente é que elas são caras e difíceis de encontrar. Uma alternativa é ter um pacote só para sair, quando você não pode arriscar uma escapada de xixi ou cocô. Temos um artigo especial sobre como desfraldar meninas e desfraldar meninos-- não deixe de ler.

8 - Tenha muita calma na hora dos acidentes
As escapadas e acidentes acontecem com praticamente todas as crianças, não tem jeito. É difícil manter a calma, mas se esforce para não perder o controle. Não vale a pena castigar ou punir a criança pela escapada. Os músculos dela estão ainda aprendendo e treinando o controle das fezes e da urina, e o processo leva algum tempo. Quando acontecer o acidente, limpe tudo com tranquilidade e só diga ao seu filho que, da próxima vez, vai ser mais legal se ele usar o peniquinho. Caso os acidentes fiquem muito frequentes, tenha a sabedoria de voltar atrássem medo ou vergonha. É possível que o organismo do seu filho ainda não esteja preparado, e é melhor voltar a tentar daí a alguns meses.

9 - Comece a fazer o desfraldamento noturno
... Mas só quando a criança estiver preparada! Pode demorar -- anos até! O organismo da criança demora bastante para ser capaz de despertá-la se for necessário fazer xixi no meio da noite. O que você pode fazer é tentar diminuir a quantidade de líquido que seu filho toma antes de dormir, e dizer a ele que chame você se precisar ir ao banheiro durante a noite. Só se aventure a tirar a fralda noturna quando, por diversas noites seguidas, a fralda tiver amanhecido completamente seca. E saiba que, mesmo que tudo dê certo, um xixi na cama ou outro fazem parte da infância.

10 - Parabéns, você conseguiu!
Acredite. Por mais que demore, seu filho vai aprender a fazer xixi e cocô no lugar certo. E aí você não vai precisar trocar fraldas por um bom tempo -- bom, pelo menos até o próximo bebê, ou quem sabe o netinho...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Plano de aula, reflexões sobre a chupeta.


Objetivos
- Estimular a autonomia da turma, favorecendo um processo tranquilo de abandono da chupeta e respeitando o ritmo e a necessidade de cada um.
- Promover um diálogo com as famílias, favorecendo ações em conjunto com a creche.

Conteúdos
- Cuidados.
- Identidade e autonomia.

Faixa etária
2 a 3 anos.

Tempo estimado
O ano todo.

Material necessário
Outros objetos de apego que não a chupeta, como cobertores e brinquedos, de acordo com a anuência da família.

Desenvolvimento
Questionamento
Busque compreender o significado da chupeta na vida dos pequenos. Para tanto, reflita sobre as seguintes questões:
- Por que bebês e crianças pequenas geralmente chegam à creche com ela na boca?
- Por que para algumas ela é importante na hora do sono? E quando acordam também?
- Por que muitas delas param de chorar imediatamente quando esse objeto lhes é entregue?
- Em quais momentos as crianças costumam deixá-lo de lado?

Interação com as crianças
Ao entender que a chupeta é um objeto de apego e fundamental para a adaptação na creche, busque os momentos mais adequados para sugerir aos pequenos que ela não seja usada, como durante as refeições, e na hora do parque e das atividades, explicando que ela atrapalha os movimentos e a fala. Vale também planejar atividades divertidas, como a manipulação de massas e tintas, e sempre oferecer um aconchego especial, como o colo ou uma canção, para quem se mostrar mais sensível.

Interação com a família
Converse com os pais para saber em que situações os pequenos costumam usar a chupeta em casa (e se usam). Informe-os também sobre a postura adotada na creche de sugerir que o objeto saia de cena em alguns momentos - como as refeições e as atividades - e proponha que façam o mesmo em casa, reforçando que o objetivo maior não é abandonar a chupeta, mas promover a autonomia da criança em vários aspectos gradualmente.

Solidariedade
Quando o combinado é não usar a chupeta, algumas crianças podem não lidar bem com o fato, mesmo com você oferecendo atenção e outros objetos de apego. Nesses casos de resistência, devolva a chupeta para que elas não se sintam desamparadas.

Desapego
Os objetos de apego podem ser usados para ajudar nos momentos críticos, mas, com o tempo e a progressiva integração das crianças ao grupo, você deve lembrá-las de que podem ficar sem a chupeta durante um período.

Avaliação
Mesmo que influenciado pelas experiências de socialização que os pequenos viverão na creche, o sucesso em deixar a chupeta é uma conquista pessoal, que está relacionada ao crescimento individual. Então, quando algum deles conseguir passar muito tempo sem o objeto por perto, parabenize-o. Sempre que possível, chame a atenção também para as coisas que as crianças estão conseguindo fazer sem ajuda e comente o desempenho delas em outras atividades, como desenhos e pinturas, demonstrando o quanto estão crescidas e independentes.

Consultoria: Maria Paula Zurawski
Professora do Instituto de Educação Superior Vera Cruz (ISE Vera Cruz) e assessora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Dossiê Chupeta


Quando o bebê nasce, os pais passam a se questionar sobre os benefícios e os malefícios de oferecer a chupeta a ele. Alguns temem causar depedência, outros pensam em possíveis problemas na dentição e na fala. Na creche, o panorama enfrentado pelos educadores não é diferente. Há muita dúvida e, por causa de tanta indecisão, esse objeto pode acabar ocupando o espaço que não merece, ser proibido radicalmente ou, pior ainda, ficar marcado como um elemento estranho ao ambiente, provocando certa inquietação, que ninguém se arrisca a resolver. Um cenário insustentável, ainda mais porque envolve dois aspectos importantíssimos da Educação Infantil: cuidados com os pequenos e a promoção da autonomia. Confira a seguir as recomendações de especialistas para as dúvidas mais comuns.

1. Para que serve a chupeta?
Ela é uma fonte de relaxamento para os bebês (não é à toa que um dos sinônimos é consolador e o termo em inglês é pacifier, que significa "pacificador"). Segundo explicação do pediatra José Martins Filho no livro Lidando com Crianças, Conversando com os Pais, ela possibilita o movimento de sucção, um bom exercício para o desenvolvimento infantil, pois articula os músculos necessários à fala.

2. Seu uso pode ser permitido na creche?
Sim. "É errado os educadores proibirem que os pequenos chupem chupeta. Não há motivo para isso", explica Maria Paula Zurawski, professora do Instituto de Educação Superior Vera Cruz (ISE Vera Cruz) e assessora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O objeto desempenha um papel importante na adaptação dos pequenos quando eles começam a frequentar a creche porque é útil para preencher a falta dos pais, funcionando como uma lembrança do ambiente de casa enquanto o vínculo com o educador e com as outras crianças não for estabelecido plenamente.

3. Na hora de dormir, ela pode ser permitida?
Sim, a chupeta ajuda a embalar o descanso dos bebês. Apesar disso, existem outros momentos em que ela não deve ser liberada: durante as atividades e as refeições, já que, além de atrapalhar o desenvolvimento da dicção, pode estimular o comportamento introspectivo, prejudicando a socialização.

4. É papel do educador ajudar as crianças a largar a chupeta?
Sim, mas não há um método para isso. A função do professor é promover a autonomia delas - o abandono do objeto é uma consequência. Cabe ao adulto ainda desenvolver uma relação de confiança com os pequenos para que eles se sintam cada vez mais seguros na creche. Por isso, é importante ter em mente que chupar chupeta é um hábito que deve ser tolerado, mas não incentivado. Para explorar a responsabilidade e a independência de cada um, proponha que, quando forem vetadas, elas sejam guardadas em potes individuais, junto aos demais materiais de uso pessoal. Um alerta: não perca tempo explicando para as crianças os problemas que ela pode acarretar, como dificultar a fala e atrapalhar o crescimento da dentição, na tentativa de fazer com que a larguem. "Até os 3 anos, a relação entre causa e consequência ainda não é bem compreendida", explica Cisele Ortiz, psicóloga e coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

5. Até que idade os pequenos podem usar a chupeta?
Não existe um limite fixo. O bom senso deve prevalecer, afinal, ela é um material de apego, tal como um cobertor ou um brinquedo qualquer que os pequenos costumam adotar para ter por perto durante um tempo. Com um bom trabalho de promoção de autonomia, feito pelos educadores em parceria com a família, é possível ajudá-los a chegar à pré-escola livres dela (leia o plano de trabalho). "Eles gostam de mostrar aos adultos que estão crescendo e, por isso, acabam abandonando a chupeta facilmente quando incentivados", esclarece Adriana Ortigosa, coordenadora da EM Noel Rosa, em Guarulhos, na grande São Paulo.


COM OU SEM CHUPETA? Na hora do sono, ela pode ser permitida, mas, durante as refeições e as atividades, não6. Quais os efeitos positivos e negativos do objeto?
"Ele é danoso se der origem a uma relação de dependência duradoura", fala Ana Paula Yazbek, formadora de professores do Centro de Estudos da Escola da Vila, em São Paulo. Por isso, quando a choradeira tomar conta do ambiente, contenha o ímpeto de silenciar a turma oferecendo a chupeta: busque o que está causando o desconforto. "Conversar em vez de dá-la é uma forma de não comprometer o desenvolvimento da capacidade nos pequenos de expressar sentimentos oralmente", diz Maria Paula.

7. O uso deve ser combinado com a família?
Sempre. Se os pais insistirem para que o filho não use a chupeta na creche, explique que se trata de um apego passageiro, porém muito valioso para ele. "Deixe claro que o objeto não prejudica o aprendizado dele em nada. Mas, se ainda assim eles não concordarem com a liberação, diga que é importante permitirem que a criança tenha outro objeto de apego caso ela demonstre essa necessidade.

Revista Nova Escola maio 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

Desenvolvimento da linguagem


O caminho para a linguagem não começa na maternidade, mas no ventre, onde o feto está continuamente banhado pelos sons da voz da mãe.

A linguagem é o resultado de uma actividade neurológica complexa que permite a comunicação interindividual.

As perturbações da linguagem são um problema frequente atingindo até cerca de 15% das crianças. Estima-se que cerca de 1% das crianças que chegam à idade escolar apresentam uma perturbação grave da linguagem.

Entre as causas mais frequentes de atraso da linguagem encontram-se o défice de audição, o atraso de desenvolvimento, a prematuridade, o autismo e a falta de estimulação.

Quando uma criança apresenta atraso na linguagem, deve ser orientada o mais precocemente possível, de modo a que as repercussões a nível emocional, cognitivo e social sejam minimizadas e não se prolonguem pela vida adulta. Habitualmente são orientadas para uma consulta especializada, de desenvolvimento, e a abordagem é multidisciplinar.

A preocupação dos pais acerca da aquisição anormal da linguagem, pelos seus filhos, deve ser sempre tomada em consideração de forma séria e motivar uma avaliação adequada do seu nível funcional.

A linguagem é uma ferramenta social, pelo que, para aprender a comunicar, as crianças necessitam de:
- sentir essa necessidade;
- ouvir os outros a falar e ser ouvidas;
- ter oportunidade para imitar sons e palavras;
- ter um ambiente estimulante, com reacção ajustada às suas respostas.



Evolução natural da linguagem

A partir do momento em que nasce, o bebé começa a comunicar, sendo que até aos 3 meses usa o choro como forma de comunicação principal e aprende a esboçar o sorriso social.

Entre o terceiro e o sexto mês de vida, começa a balbuciar e dobra o riso, e entre os seis e nove meses, palra em resposta à voz daqueles que o rodeiam e começa a articular vogais.

Entre os dez e onze meses começa a imitar sons e a dizer as primeiras palavras, como "mama" e "papa" ou outros dissílabos.

Por volta dos doze meses de idade, diz a primeira palavra com significado e imita palavras maiores de duas e três sílabas.

Aos 13-15 meses apresenta um vocabulário de 4 a 7 palavras, e emite um conjunto de sons como se estivesse a falar.

Entre os 16 e os 18 meses diz cerca de 5-10 palavras e começa a indicar o significado dos desenhos, quando interrogado.

Aos 19-21 meses o vocabulário aumenta para 20 palavras e grande parte do que diz é compreendido por pessoas estranhas.

Até aos 24 meses diz 20-50 palavras, faz frases de duas palavras, reconhece muitos objectos e compreende questões simples.

No terceiro ano de vida há um enriquecimento do vocabulário, faz frases de 3 a 5 palavras, usa pronomes, usa o plural e o passado, sabe a idade e o sexo, conta três objectos correctamente e cerca de 80 a 90% da fala é percebida por estranhos.

Entre os três e quatro anos começa a construir frases de três a seis palavras, faz perguntas, conversa, relata experiências e conta histórias.

No período dos quatro aos cinco anos começa a fazer frases de seis a oito palavras, nomeia quatro cores e conta até dez correctamente.

O desenvolvimento da linguagem está completo por volta dos 15 anos, mas esta não é a idade limite.

Texto da autoria da Dra Sandra Costa em colaboração com a Dra Iris Maia in Educare http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=7803CC2AD9E3CDD9E0400A0AB8002555&opsel=2&channelid=0
Do blog A cegonha Cor-de -rosa.


Etiquetas: linguagem

"Mães" são tantas... Vó, Tia, Madrinha...Irmã!!! Mãe palavra doce que nos enternece com seu amor incondicional!

Homenagem ao dia do Índio


Fizemos na escola, na semana do dia 19 de abril uma "vídeo conferência" com as crianças indígenas da tribo Maxacalis nos mostrando seu cotidiano e foi muito bom, a educadora Kassiane nos ajudou trazendo ese rico material da FaE(Faculdade de Educação da UFMG) postarei as fotos depois...

terça-feira, 20 de abril de 2010

De volta `as aulas, é o fim da greve.


Depois de muita luta a greve chegou ao fim, o movimento teve seu valor, volta-se para as escolas na semana do dia 12/04, vida normal...

domingo, 11 de abril de 2010

Últimas notícias da greve!


Segundo e-mail enviado pela educadora Alessandra, o resumo das notícias vem da Umei Alaíde Lisboa...
Alaide Lisboa - Oficial
sábado, 10 de abril de 2010

Como vocês já sabem, aconteceu ontem, a reunião entre comisssão e PBH, conforme relatado hoje na assembleia, a prefeitura não apresentou índice de reajuste, e a reunião terminou sem negociação.
Depois de organizado o calendário de manifestações para a próxima semana, a PBH, ligou para o sindicato informando que daria um índice de 4,11%, para os professores e estudaria o caso dos educadores infantis e auxiliares, que provavelmente receberiam um índice maior.
Quanto aos dias parados, eles seriam cortados e seriam pagos de acordo com as reposições, o sindicato não aceitou. Com a recusa do sindicato a conversa se encerrou, mas, mais tarde a PBH voltou a ligar par o sindicato e disse que não cortaria os dias, se, os professores aceitassem pagar os dias até o fim do calendário aprovado, ou seja, 23 de Dezembro, usando no máximo 8 sábados letivos. Analisando: perderiamos a semana de outubro e não teriamos provavelmente nenhum dia de recesso em Julho.
Como a proposta foi feita via telefone, a banca sugeriu certo cuidado ao analisar a proposta e informou que a PBH entregaria, até a hora da assembleia, o documento com a proposta. Sim, a proposta chegou e sem ser acrescida do não corte dos dias e de outras reivindicações feitas pela categoria, os professores então votaram pela continuidade da greve, diante de tão vergonhosa proposta da PBH. Já tem uma nova reunião agendada para terça-feira, horário a confirmar.
Ao descermos em passeata para a porta da prefeitura, para a manifestação, o representante da PBH, chamou a comissão novamente e apresentou a proposta acrescida do não corte dos dias, se greve terminasse hoje.
A leitura que se faz, é que a prefeitura quer que a greve termine logo, apesar do prefeito há alguns dias atrás, dizer na imprensa que não tem pressa, mas algo mudou, porque enviaram o índice antes da assembleia começar! Achamos vitorioso chegarmos a esse diálogo, e achamos que ele se deve a força que movimento vem fazendo! Estamos chegando lá! E sabiamente a proposta foi recusada, agora é a vez de fazermos nossa contra proposta, e dizer que SE HOUVER CORTES NÃO HAVERÁ REPOSIÇÃO, A REPOSIÇÃO DOS DIAS PARA A PREFEITURA É SEU CALCANHAR DE AQUILES e decidirmos novamente em assembleia, que será terça-feira próxima, no Marconi às 14:00 horas, o rumo que tomaremos. Continuem participando das assembleias, a presença é importantissima para mostrar a nossa força e se mobilizando, mandando email-s, ligando para os meios de comunicação, pedindo a comunidade escolar para cobrar da prefeitura uma negociação séria para a categoria!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Um pouquinho de notícias sobre a greve.

MÍDIA DA GREVE:

ESTADO DE MINAS / AQUI - sem avaliação: ambos dão destaque à greve da rede particular. Apenas no EM, há uma menção à greve da rede pública municipal no final da matéria:

"REDE MUNICIPAL Em assembleia, ontem, os professores da rede municipal decidiram manter a paralisação, iniciada no mês passado."

Hoje em Dia - avaliação: o destaque vai para a greve da rede particular, entretanto a matéria termina com a greve da rede pública municipal: mídia espontânea neutra.


Professor particular decide manter greve
Paralisação, por tempo indeterminado, será reavaliada na terça, em assembleia da categoria


Os professores da rede particular de ensino se juntaram aos da municipal e determinaram na segunda-feira (5) greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia da categoria na Escola de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com isso, estudantes de escolas como o Colégio Imaculada Conceição, Escola da Serra, Colégio Marista Dom Silvério e Magnum Cidade Nova e Buritis (apenas turno da tarde), estão sem aula na segunda-feira (5).

Após a reunião, os professores seguiram para a frente da Superintendência Regional do Trabalho, onde foi realizada uma reunião com o Sindicato das Escolas Particulares (Sinep/MG). Segundo Marco Eliel de Carvalho, vice-presidente do Sindicato dos Professores Particulares de Minas Gerais (Sinpro-MG), não houve acordo entre as partes. “O sindicato patronal vai fazer assembleia no dia 7 de abril. A data é muito longe para nós, de forma que ficamos numa situação de continuidade da greve por tempo indeterminado”, justificou. Uma assembleia dos professores será realizada na terça-feira (6), às 16 horas, na Escola de Medicina da UFMG para a determinação da suspensão ou continuidade da paralisação. “Antes disso, vamos para a frente da sede do Sinep, onde os patrões vão fazer uma reunião, às 9h30”, disse.

De acordo com o Sinpro-MG, 34 escolas particulares pararam na segunda-feira (5). Entre elas, os colégios Arnaldo, Padre Eustáquio, Magnum Cidade Nova, Escola da Serra, Loyola e Marista Dom Silvério. Os professores da rede municipal de Belo Horizonte também decidiram pela continuidade da greve depois da assembleia realizada às 14 horas na Escola Municipal Marconi. Desde o dia 18 de março, os educadores decidiram parar as atividades.

ONTEM, TV, 5 DE ABRIL

TV Alterosa - avaliação: matéria encabeçada pela greve da rede particular traz, na segunda metade, uma mídia espontânea positiva. Destaque para a frase: "as pressões econômicas não vão impedir os servidores de manterem o movimento". Destaque para a sintaxe das imagens: boletim e destaque de faixas, assim como passeata e gritos de "negociação já" nos são favoráveis.
Fonte: Coletivo fortalecer

segunda-feira, 29 de março de 2010

Então ... A GREVE NA REDE CONTINUA !!!


Educadores infantis e professores de BH em greve, desde o dia 18/03, o movimento ganha força no apelo pelas reivindicações !!!
DECIDIDO EM ASSEMBLÉIA HOJE A TARDE, AS EDUCADORAS CONTINUAM EM GREVE, O MOVIMENTO ESTÁ FORTE . SAIU HOJE NO MGTV 2ª EDIÇÃO, REPORTAGEM COMPLETA COM ADESÃO DA MAIORIA DOS PRESENTES NA ASSEMBLÉIA NO COLEGIO MARCONI. PRÓXIMA ASSEMBLÉIA DIA 05/04.

terça-feira, 16 de março de 2010

Verde que te quero verde!!!







Nosso espaço verde tá de dar orgulho, o engenheiro agrônomo Deivison se dedicou mesmo, vejam só,é de brilhar os olhos!!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de março, Dia Internacional das Mulheres...



O Dia Internacional da Mulher é uma reflexão. Também sobre o significado da vida. E sobre a gestão de muitas prioridades. Quantas de nós não pensa em mil e uma coisas ao mesmo tempo? Quantas de nós não se levanta a meio da noite e vai descalça para a cozinha, meia ensonada, para buscar um bico para os nossos filhos, por exemplo? Quantas de nós não acorda com o cabelo em pé, com aquelas olheiras charmosas e, em vez de ir a correr para o banheiro, vai primeiro ver o seu filho? Quantas de nós não sai de casa com a mala numa mão, o filho na outra, o boneco, a mochila, o guarda-chuva, o casaco, mais as chaves? Quantas de nós não olha para o relógio, chega ao trabalho, despe o casaco, e exclama: "Preciso de um café para acordar!". Quantas de nós, a meio da manhã e do nada, diz em voz alta: "Esqueci-me de tirar alguma coisa para o jantar...!", ou "O que é que eu vou fazer com o peixe?". Quantas de nós, à hora de almoço, vai às compras, ao mesmo tempo que fala com o marido, namorado ou companheiro? Quantas de nós não estremece ao ver no celular uma chamada das pessoas que cuidam dos nossos filhos durante o dia? Quantas de nós não voa do trabalho para ir buscar os filhos? Quantas de nós chega a casa e multiplica-se em mil? E quantas de nós não dorme, ao mesmo tempo, como um cão de guarda, atenta a qualquer chamado dos nossos filhos? Embrulhadas no lençol, como se este fosse um autêntico rolo e, mesmo assim, sem nele tropeçar? Ah pois é! Não é por nada mas somos mesmo fabulosas. Feliz Dia Internacional da Mulher mas, não se esqueçam: mimem-se todos os dias

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

E por falar em adaptação...


Faz parte do processo de adaptação conhecer as normas que regem o funcionamento da escola.
Na educação infantil é importante que não só as crianças conheçam essas normas, mas também as famílias, uma vez que nessa idade, os alunos possuem pouca autonomia e dependem de seus pais para cumprir muitas das regras.
O cumprimento do horário de chegada à escola é um bom exemplo disso. Há um horário determinado para o início da aula e o aluno que chega sistematicamente atrasado, pode ter sua relação com as propostas encaminhadas em sala comprometidas, pois perde parte das explicações da rodinha e demora para se situar com relação ao que já está em andamento. Entretanto, sabemos que não se pode exigir de uma criança pequena que seja responsável pelo cumprimento desse tipo de compromisso. Ela depende do adulto para tal.
Na semana após o carnaval, faremos a nossa reunião de pais e vocês receberão nosso regimento interno, um “Guia de Convivência”, contendo as principais normas da nossa escola. Não se trata de uma lista de regras a serem impostas, mas sim de normas pensadas a partir da experiência e do conhecimento que possuímos sobre o funcionamento das crianças, e que visam regular a organização da Escola para assegurar o convívio.
Na EI(educação infantil), como as crianças são muito pequenas, o Guia é voltado para os pais e é fundamental que todos conheçam seu conteúdo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os combinados que vão permanecer...

" O começo é a parte mais importante de toda tarefa" Platão.
Vamos começar o ano com alguns combinados que deram certo ano passado e alguns novos também, inovar sempre é bom ! Aí vão eles...
UMEI Castelo 05/02/10.
Para: Pessoal de casa.
Assunto: calor intenso.
Diante desse clima de extremo calor, pedimos o uso das garrafinhas de água para uso contínuo em sala de aula, foi muito positivo o uso destas no ano passado em ocasião da gripe A1N1. Recomendamos que coloquem o nome legível da sua criança e façam uma higienização diariamente. O uso do protetor solar, diário, também é fundamental, principalmente no turno da tarde. Não se esqueçam de trazer uma muda de roupa para possíveis eventualidades.
Nosso abraço,
Equipe UMEI Castelo.


Para: Pessoal de casa.
Assunto: Dengue
Infelizmente vivemos em uma época que não estamos imunes a nada, nem a dengue ! Nossa escola está repleta de pernilongos, mesmo tendo sido detetisada a poucos dias, portanto o uso de repelentes é aconselhável, pois esse mosquito não é noturno. Estamos borrifando citronela nos ambientes mas todo cuidado é pouco!
EquipeUMEI Castelo.


UMEI Castelo. 05/02/10.
Para: Pessoal de casa
Assunto: Saída das crianças na escola.
Neste ano de 2010, estamos investindo mais no horário de saída, da nossa escola, e estamos experimentando chamar as crianças pelo microfone a medida que os responsáveis vão chegando, está é uma maneira de melhorarmos nossa segurança, portanto pedimos a colaboração e participação de todos.
A Direção .

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A volta às aulas está aí óh !!!


Assunto: entrada e saída dos alunos na nossa escola.

Mais um ano letivo se inicia e nada mais prudente entre os inúmeros planos e expectativas para o mesmo, que a organização dos horários e de boas medidas preventivas , para que o cuidado com nossas crianças sejam bem esclarecidos desde o início.

Os horários de chegada e saída dos alunos precisam ser rigorozamente respeitados. Consulte nosso regimento interno. As famílias devem utilizar o crachá que estão recebendo, plastificá-lo com uma foto da criança e apresentá-lo na entrada e saída .

Observações da maior importância: Quando ocorrer algum imprevisto a escola deverá ser avisada imediatamente, de preferencia por escrito ou se for uma emergência por telefone, onde a escola confirmará alguns dados, assim, evitaremos uma segurança fragilizada. Nos dias de hoje todo cuidado é pouco ! Crianças novatas, só deverão sair da escola com pessoas da família. A professora e demais funcionários da escola AINDA não conhecem todos. Portanto, pedimos a colaboração de todos. Faremos uma reunião de apresentação em breve, fiquem atentos aos bilhetes.
Sejam bem-vindos.
Equipe UMEI.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Soneca da tarde.




A soneca da tarde

Ao invés de deixar que a criança durma à tarde, após os três anos de idade é recomendado oferecer a ela atividades estimulantes.


Crianças pequenas gostam de tirar uma soneca à tarde. E precisam desse soninho reparador até por volta dos três anos de idade, quando o desenvolvimento cerebral é bastante acentuado. Neste período da vida, segundo a psicanalista infantil Anne Lise Scappaticci*, elas são bombardeadas com muita informação e estímulo e precisam destes momentos para descansar.

"Até essa fase, o sono é um modo dela se reorganizar, mas, quando são mais velhas, dormir à tarde pode tornar o desenvolvimento mais lento", alerta a especialista.

Para os menores de três anos, o sono vespertino é importante para que o pequeno não fique super estimulado e não seja uma criança que não consegue prestar atenção em nada. Porém, quando são maiorzinhos, a soneca à tarde pode representar um empecilho ao bom sono noturno. "Se ela não se exercita o suficiente durante o dia, à noite não tem sono".

Mas há exceções para todas as regras. Apesar de não ser um hábito indicado, se o pequeno sente necessidade de cochilar à tarde, é preciso respeitá-lo e deixá-lo descansar. Porém, é bom começar a diminuir as sonecas gradualmente, até extingui-las de uma vez.

Uma dica para começar a desacostumar a criança é diferenciar o ambiente daquele que ela passa a noite. Ao invés de dormir no escurinho, com cortinas fechadas e silêncio total, deixe a janela do quarto aberta, mantenha o movimento da casa e a acorde-o antes do tempo de sono costumeiro. "Assim ela vai se desabituando aos poucos", ensina a médica.

Outro empurrãozinho para ajudá-la a perder de vez o interesse pela cama no meio do dia é inventar atividades que a divirtam e fujam da rotina, como aulas de esportes, novas brincadeiras e passeios.

Logo ela vai perceber que ficar acordada durante o dia é muito mais interessante e que a hora perfeita para dormir é à noite, sonhando com os anjinhos.

*Anne Lise Scappaticci, psicanalista infantil. Membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Atende famílias no Grupo de Psicanálise da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Férias com diversão!




Brincadeiras também são exercícios físicos

As brincadeiras tradicionais também ajudam a melhorar o condicionamento físico das crianças.

É comum não se dar conta disso, mas as aulas de educação física ou da escolinha de esportes não são os únicos momentos em que a criança está praticando atividades físicas. Ela também beneficia sua saúde física enquanto se diverte com suas brincadeiras, especialmente aquelas tradicionais, como pega-pega, pular corda, esconde-esconde, duro ou mole e muitas outras que já fizeram parte da infância de várias gerações.

A professora de educação física Sara Quenzer Matthiesen* explica melhor os benefícios deste tipo de atividade. "A criança amplia seu acervo motor e trabalha suas capacidades físicas, como velocidade, resistência e agilidade", diz ela. Além disso, estas brincadeiras funcionam como exercícios potentes, que colaboram para o aumento do consumo de oxigênio, beneficiando a freqüência cardíaca, respiratória e o condicionamento físico. Ou seja, melhorando o fôlego.

Por isso é tão importante incentivar seu filho a brincar ao ar livre e não ficar muitas horas em frente da televisão, jogando videogame ou brincando no computador. É preciso se mexer! Desta maneira, sua disposição para as atividades do dia-a-dia aumenta e ele ficará mais atento ao que ocorre à sua volta.

E nunca é demais lembrar o quanto as brincadeiras são importantes para o desenvolvimento social da criança. "As brincadeiras infantis trabalham a criatividade, a espontaneidade, a sociabilidade, que são fundamentais para sua formação. Tanto que, nas aulas de educação física, muitos professores têm explorado atividades e jogos tradicionais, resgatando a cultura de forma lúdica", conta Sara.

Ela explica que modalidades esportivas, como o atletismo, são ensinadas a partir de brincadeiras como pega-pega. "A brincadeira é usada para se chegar à especificidade do conteúdo de uma corrida de velocidade. Com isso, o professor alia o desenvolvimento físico ao conhecimento cultural, atrelando atividades próprias da infância ao conteúdo das aulas de educação física, que envolve, entre outras, as modalidades esportivas."

Como muitas crianças não têm afinidade com os jogos antigos, os pais podem estimular os filhos brincando com eles. Além de agradar aos pequenos, que adoram novidades, os adultos também se divertem muito ao recordar da sua própria infância.

Uma boa dica é reunir toda a família - avós, tios, pais e filhos - e deixar cada pessoa falar sobre suas brincadeiras favoritas. "Todos saem ganhando, ampliando conhecimentos motores, culturais e laços afetivos", diz Sara.

*Sara Quenzer Matthiesen, professora do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro (SP), onde coordena o Grupo de Estudos Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo (GEPPA). Especialista em educação física escolar, doutora em educação, autora de "Atletismo se aprende na escola" (Ed. Fontoura), entre outros livros.