quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Soneca da tarde.




A soneca da tarde

Ao invés de deixar que a criança durma à tarde, após os três anos de idade é recomendado oferecer a ela atividades estimulantes.


Crianças pequenas gostam de tirar uma soneca à tarde. E precisam desse soninho reparador até por volta dos três anos de idade, quando o desenvolvimento cerebral é bastante acentuado. Neste período da vida, segundo a psicanalista infantil Anne Lise Scappaticci*, elas são bombardeadas com muita informação e estímulo e precisam destes momentos para descansar.

"Até essa fase, o sono é um modo dela se reorganizar, mas, quando são mais velhas, dormir à tarde pode tornar o desenvolvimento mais lento", alerta a especialista.

Para os menores de três anos, o sono vespertino é importante para que o pequeno não fique super estimulado e não seja uma criança que não consegue prestar atenção em nada. Porém, quando são maiorzinhos, a soneca à tarde pode representar um empecilho ao bom sono noturno. "Se ela não se exercita o suficiente durante o dia, à noite não tem sono".

Mas há exceções para todas as regras. Apesar de não ser um hábito indicado, se o pequeno sente necessidade de cochilar à tarde, é preciso respeitá-lo e deixá-lo descansar. Porém, é bom começar a diminuir as sonecas gradualmente, até extingui-las de uma vez.

Uma dica para começar a desacostumar a criança é diferenciar o ambiente daquele que ela passa a noite. Ao invés de dormir no escurinho, com cortinas fechadas e silêncio total, deixe a janela do quarto aberta, mantenha o movimento da casa e a acorde-o antes do tempo de sono costumeiro. "Assim ela vai se desabituando aos poucos", ensina a médica.

Outro empurrãozinho para ajudá-la a perder de vez o interesse pela cama no meio do dia é inventar atividades que a divirtam e fujam da rotina, como aulas de esportes, novas brincadeiras e passeios.

Logo ela vai perceber que ficar acordada durante o dia é muito mais interessante e que a hora perfeita para dormir é à noite, sonhando com os anjinhos.

*Anne Lise Scappaticci, psicanalista infantil. Membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Atende famílias no Grupo de Psicanálise da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
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