sábado, 17 de outubro de 2009

FILHOS. Horário de verão como as crianças reagem a esta mudança?!

Uma hora pode parecer pouco, mas ela afeta a rotina do seu filho (e a sua também!). Veja o que fazer para essa fase não ser um problema Aline Ridolfi e Ana Paula Pontes
Sabe aqueles dias em que o mais difícil é fazer as crianças caírem no sono? Com a chegada do horário de verão - que começa a partir da 0h de domingo (18) e vai até à 0h de 21 de fevereiro de 2010 -, você vai precisar de um pouco mais de paciência com o seu filho, pois essa situação pode ficar mais frequente. Acordar mais cedo para ir à escola, comer uma hora antes do horário estipulado e outras mudanças na rotina do pequeno podem afetar seu relógio biológico. A implantação do horário de verão (que acontece nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) sempre foi polêmica. Enquanto uns a defendem, alegando os benefícios de ganhar mais uma hora sob a luz do sol, outros protestam, pelo fato de terem de acordar uma hora mais cedo. Ambos os lados têm sua razão. Apesar do dia mais longo inspirar uma gama maior de atividades fora de casa, dormir uma hora a menos na primeira semana da mudança causa reações adversas no organismo. A principal consequência da mudança dos horários é a alteração do sono. Com a irregularidade, a tendência é que tanto adultos quanto crianças se sintam mais cansados durante o dia, irritados e menos atentos. O comum é que a adaptação dure até uma semana. O corpo humano se prepara para acordar poucas horas antes do sol nascer, quando a temperatura começa a aumentar, e o hormônio cortisol (responsável por despertar você todas as manhãs) atinge seu pico no organismo. Quando se é obrigado a acordar mais cedo, essas reações ficam fora de sintonia. Renato Costa, fisioterapeuta e especialista em fisiologia, comenta que as crianças mais novas não sofrem tanto como as mais velhas, que têm sua rotina já mais consolidada - vão ao colégio e participam de atividades com horários marcados. “Estas sim tendem a apresentar sonolência, falta de apetite e claro, ficam mais manhosas, afinal a mudança de horário mexe com o tempo de sono e de exposição à luz”, afirma. De acordo com o fisiterapeuta existem crianças com hábitos matutinos, que acordam e dormem cedo, e outras com modos vespertinos, que acordam e dormem mais tarde - as vespertinas costumam ter mais problemas durante a transição para o horário de verão.
Como amenizar os efeitos do novo horário
Para diminuir os efeitos da mudança, Renato Costa recomenda que a adaptação aos novos horários de dormir e de comer sejam graduais - é inútil impor a nova rotina de uma vez, já que o organismo da criança não vai aceitar. Quando o assunto é o sono, ele alerta que o ritual para dormir deve começar muito antes do que o comum. Se a criança dorme normalmente em 30 minutos, ela vai demorar mais enquanto se acostuma com o novo horário. Banhos quentes e massagens ajudam os pequenos a relaxar. Músicas calmas também. “É importante evitar alimentos pesados e estimulantes antes da hora de dormir, além de não incitar atividades físicas neste período. Eles só agitam as crianças”, encerra.
Revista Crescer.
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