domingo, 14 de setembro de 2014

Amizade na primeira infância. O desenvolvimento aos 3 anos.

Arquivo pessoal

Desenvolvimento emocional e social: interação com outras crianças

O interesse por outras crianças vai ficando cada vez maior. Embora possa parecer que estão basicamente se ignorando ou, pior, só briguem, essas primeiras amizades são bem reais para o seu filho. Elas também ajudam a treinar as habilidades sociais e acrescentam variedade de interações na rotina. 

As crianças que já frequentam escolinhas ou creches podem até já ter um amigo preferido ou outro. No caso das que ficam em casa, é importante levá-las a parques ou convidar outras crianças para brincar, assim criam-se oportunidades para convivência. 

Para facilitar o contato e evitar brigas, procure manter o grupo de crianças pequeno. Uma boa regra é que o tamanho do grupo não ultrapasse a idade do seu filho (por exemplo, crianças de 2 anos brincam melhor em duplas). Outra coisa importante é que o tempo da brincadeira não deve ser longo -- de meia a uma hora no máximo. 

Evite brinquedos quando puder, já que eles tendem a levar a sentimentos de posse e conflitos. Use a palavra "amigo" sempre, falando dos seus próprios e dos do seu filho. 

http://brasil.babycenter.com/a3400539/a-crian%C3%A7a-de-2--anos-e-3-4-meses#ixzz3I8t0KXhw


Arquivo pessoal

A criança de 2 anos e 11 meses

Desenvolvimento físico: pedaladas seguras

Grande parte das crianças consegue andar de triciclo entre os 2 e 3 anos, algo que requer força muscular e coordenação motora. É sempre bom começar com um modelo de plástico daquele tipo mais baixinho e com menor risco de virar, para que a criança sinta segurança e pegue o jeito de como pedalar, e só depois passar para um maior e mais alto. 

Andar de bicicleta, mesmo que com rodinhas, é só mais para frente, quando o equilíbrio e a coordenação estiverem ainda mais desenvolvidos. 

Escolha com cuidado o local onde seu filho andará de triciclo, porque, devido à baixa altura em relação ao chão, eles facilmente passam despercebidos por carros em marcha a ré. 

Desenvolvimento emocional e social: ele só quer saber do papai (ou da mamãe)

Procure não achar que é pessoal caso seu filho comece a preferir o pai (ou vice-versa) para certas tarefas. Um dia ele poderá decidir que só o pai vai ler as histórias da hora de dormir e ninguém mais. 

Às vezes o hábito acaba criando este tipo de comportamento: se a mamãe tende a arrumar a cozinha na hora de a criança dormir e o pai é quem mais vezes conta a tal da história, isso passa a ser regra. Outras vezes o pai viaja muito e a criança acaba querendo que só a mãe faça tudo como uma forma de reclamar e dizer "senti muito sua falta, não gostei e fiquei com medo de que você não voltasse nunca mais". 

Não se chateie e saiba que esses comportamentos são temporários. Se for você a preterida, não demonstre mágoa, cobre atenção ou tente "comprar" seu filho com brinquedos ou mimos; e se for o seu companheiro, tente pensar em atividades que geralmente são feitas com ele para dar uma chance de reconectar o seu filho, além de proporcionar um tempo de respiro para você. Mantenha as rotinas da família e você verá que tudo vai voltar ao normal. 

Mentiras

Nesta fase da vida, a linha que divide fantasia de realidade é bem pouco definida, daí a tendência de algumas crianças a mentir. A intenção não é enganar e sim de dizer algo que vá fazer você feliz -- mesmo que não seja verdade. 

O importante agora é que seu filho não tenha medo de contar a verdade e se sinta compelido a inventar histórias. Por exemplo, se ele negar que pintou a parede, tente limpar a área com calma e explicar que tinta é para ser usada no papel ou livrinhos de pintar. Outra possibilidade é usar o bom humor, embarcar na história e deixar que seu filho perceba sozinho o absurdo da situação. 

As mentiras são fruto também da imaginação cada vez mais ativa. Muitas vezes as crianças acreditam que certas coisas que pensaram realmente aconteceram -- talvez tenha sido a bruxa que se escondia atrás da porta que espalhou todos os brinquedos pelo chão... 

Desenvolvimento da linguagem: estimule sem forçar

"Uma, duas, três caixas!". A capacidade para contar uma sequência começa a existir por volta dos 3 anos, pelo menos de forma intuitiva. Primeiro a criança consegue identificar quando há um de alguma coisa e depois mais de um (embora sem saber se são dois ou cinco). 

Aos 3 anos pode até contar três objetos, mas se for até 10 o mais possível é que esteja simplesmente recitando os números de memória. Crianças desta idade não entendem ainda o conceito de quantidade. 

A melhor maneira de estimular o potencial para a matemática é incorporar referências numéricas ao dia-a-dia. Conte os degraus quando subir uma escada ou os bloquinhos que empilharem ao brincar. Leia muitos livrinhos, o que ajuda a criança a entender que certos símbolos na página querem dizer alguma coisa. 

Quebra-cabeças de encaixar formas (triângulos, retângulos, círculos) também são um ótimo exercício de pré-leitura (chave para qualquer área do aprendizado) e coordenação espacial.


http://brasil.babycenter.com/a3400551/a-crian%C3%A7a-de-2-anos-e-11-meses#ixzz3I8jzHVMg
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