terça-feira, 9 de abril de 2013

Uma escola bem legal como a nossa: a Escola da Vila

Por Alessandra Guarrera Zanetti e Camila de França Santos (Professoras de G2 e G3) A capacidade de brincar e de se movimentar com qualidade na Educação Infantil se desenvolve na medida em que acreditamos que o papel do professor e da escola é proporcionar às crianças pequenas o contato com determinados conteúdos da cultura lúdica e corporal. A Escola da Vila garante diariamente na rotina das crianças propostas que envolvam corpo e movimento, considerando sua importância para o desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo e social de nossos pequenos. Além disso, a escola é o lugar que garante tempo, espaço e pessoas para a vivência dessas propostas, uma vez que, para muitas delas, são poucos os momentos fora do espaço escolar destinados às brincadeiras e experiências motoras. As propostas realizadas nas turmas de Educação Infantil durante a semana vão desde massagens, relaxamentos, alongamentos, brincadeiras cantadas, jogos de regras e resolução de problemas motores nos circuitos, até a exploração de materiais como bolas, cones, tecidos, caixas, bambolês, nas oficinas de percurso lúdico motor. Também não poderíamos deixar de contemplar as “tão queridas” brincadeiras tradicionais, como, por exemplo, barra-manteiga, coelhinho sai da toca, mamãe polenta, pega-pega, corre cotia, que fazem parte do patrimônio cultural. Ao brincar, a criança explora o espaço físico que a rodeia, desenvolve o raciocínio, memória, imaginação, linguagem, liderança, consciência corporal, criatividade, cooperação, interação com um grande número de crianças, além de lidar com diversas emoções, como medo, frustração, alegria e ansiedade. Nosso repertório também inclui as brincadeiras cooperativas, tão importantes para a constituição do grupo, em que todos atuam unidos, com um objetivo comum, como, por exemplo, não deixar a bola cair de um tecido grande, onde cada criança segura uma ponta e, todas juntas, precisam fazer a bola pular. Muitas brincadeiras acontecem espontaneamente, segundo escolhas das crianças, que usam representações simbólicas, trazem conhecimentos prévios e vivências para o brincar, como nas oficinas de materiais, nas brincadeiras livres de parque, nos jogos de faz de conta, por exemplo. Mesmo em situações como estas, em que respeitamos a autonomia, as construções próprias das crianças, o professor sempre intervém, construindo um ambiente lúdico e cultural. Para isso, disponibiliza tempo, espaço e materiais específicos, dando dicas de possibilidades de uso que garantam, inclusive, a segurança delas. Brincar é algo fundamental para o desenvolvimento da criança. É por meio de jogos e de situações de faz de conta que ela compreende as regras sociais, desenvolve habilidades físicas, aprende a lidar com os próprios sentimentos e se prepara para os desafios da vida adulta. Viu só, não é igual a nossa???!!!
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